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‘Outubro Rosa’: câncer de mama está entre as principais causas de internação por doenças crônicas no DF

A campanha internacional destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento da doença

Por ETC Comunicação
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‘Outubro Rosa’: câncer de mama está entre as principais causas de internação por doenças crônicas no DF

Criada no início da década de 1990, a campanha “Outubro Rosa” é um importante movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, doença que deve registrar, até o final do ano, mais de 73.610 novos casos no Brasil, de acordo com a publicação “Controle do Câncer de Mama no Brasil: Dados e Números 2025”, lançada pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) neste mês de outubro.

 

No Distrito Federal, segundo dados do INCA, a estimativa é que haverá aproximadamente 7.330 casos novos de câncer até o fim deste ano. De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), no DF, o câncer de mama é a 1º causa de internação em mulheres de 30 a 69 anos por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) e a 5º maior causa geral, atrás apenas de partos e doenças virais. É o tipo de câncer mais comum nos pacientes em tratamento de quimioterapias e radioterapias no DF.

 

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“A incidência de câncer de mama aumenta com a idade. A maioria dos casos é diagnosticada em mulheres após os 50 anos. No entanto, é importante ressaltar que mulheres mais jovens também podem ser afetadas. Dados recentes mostram que a faixa etária entre 40 e 49 anos concentra 23% dos casos e, por isso, o Ministério da Saúde ampliou o acesso à mamografia para essa idade no SUS. Já a maior parte dos casos, quase 60%, ocorre entre os 50 e 74 anos, o que justifica a ampliação do rastreamento até essa faixa etária”, explica a radiologista Carolina Neves, do Sabin Diagnóstico e Saúde.

 

A médica pontua que as mulheres devem ficar atentas aos principais sinais e sintomas que podem indicar o câncer de mama, como nódulo (caroço) na mama ou axila, geralmente indolor, mas que pode apresentar sensibilidade; alterações no tamanho ou formato da mama, com um dos seios podendo ficar maior ou ter um contorno diferente; pele da mama alterada, com vermelhidão, inchaço, aspecto de “casca de laranja” (ondulada, com poros dilatados), coceira ou descamação na pele do mamilo ou da mama; bico do peito invertido ou retraído; saída de secreção pelo mamilo, especialmente se for espontânea, transparente, rosada ou avermelhada; e dor na mama ou no mamilo, apesar de menos recorrente.

 

“Os sintomas e sinais mais comuns do câncer de mama podem variar, mas é fundamental estar atento a qualquer alteração. E, na presença deles, é crucial procurar um médico imediatamente para iniciar as investigações”, alerta a médica, explicando que as mesmas orientações valem para os homens.

 

Segundo dados da SES/DF, no primeiro semestre de 2025, o DF registrou 13,9 mil mamografias na rede pública, um aumento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2024. Entre janeiro e julho de 2025, foram realizadas 265 cirurgias de mama.

 

“Assim como as mulheres, os homens devem conhecer o próprio corpo e procurar um médico ao notar qualquer alteração suspeita na região mamária ou axilar”, afirma a radiologista, acrescentando que o público masculino não deve subestimar os sintomas.

 

“Pelo fato de o câncer de mama ser raro neste público, muitos homens podem ignorar os sinais, atrasando o diagnóstico e o início do tratamento”, pontua. Ela ainda aconselha que, em caso de histórico familiar de câncer de mama ou mutações genéticas, é importante discutir com o médico sobre a necessidade de exames de rastreamento.

 

Fatores de risco

 

A radiologista Carolina Neves esclarece ainda que os fatores de risco para câncer de mama podem ser divididos em modificáveis e não modificáveis. Entre os fatores não modificáveis, sobre os quais não se tem controle, estão: a idade; o histórico familiar (especialmente quando há parentes de primeiro grau, como mãe, irmã ou filha com câncer de mama, principalmente antes dos 50 anos); predisposição genética; menstruação precoce e menopausa tardia (devido à maior exposição hormonal ao longo da vida); e a densidade mamária, que pode dificultar a detecção de tumores na mamografia.

 

Já os fatores de risco modificáveis, sobre os quais é possível agir, incluem, por exemplo, obesidade e sobrepeso (especialmente após a menopausa); consumo de álcool (mesmo em quantidades moderadas, eleva o risco); sedentarismo e o tabagismo, que aumenta o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o de mama.

 

Prevenção e tratamento 

 

Os avanços na prevenção e tratamento do câncer de mama são constantes e significativos, beneficiando tanto mulheres quanto homens, como destaca a gestora médica do Serviço de Imagem do Sabin. Ela ressalta que, entre os avanços na prevenção e no diagnóstico precoce, estão a ampliação do acesso ao rastreamento, com a decisão do SUS de garantir mamografia para mulheres de 40 a 49 anos e estender o rastreamento até os 74 anos; as novas tecnologias de imagem, como a mamografia digital, tomossíntese (mamografia 3D) e ressonância magnética das mamas, que oferecem maior precisão na detecção de lesões pequenas; e os testes de genômica, permitindo estratégias de prevenção personalizadas, como acompanhamento mais rigoroso ou cirurgias preventivas.

 

“Outro ponto importante é a conscientização por meio de campanhas como o Outubro Rosa, que são cada vez mais eficazes em educar a população sobre a importância do autocuidado e da busca por exames”, pontua.

 

A médica destaca também os avanços no tratamento contra a doença, como os medicamentos que agem especificamente em características moleculares das células cancerígenas, oferecendo tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais; a imunoterapia, que estimula o sistema imunológico do próprio paciente a combater as células cancerígenas; e a medicina de precisão/ genômica, que analisa o perfil genético do tumor para guiar a escolha do tratamento mais adequado.

 

“Esses avanços representam um caminho promissor para aumentar as taxas de cura, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e personalizar cada vez mais o tratamento do câncer de mama”, conclui a radiologista.

 

Grupo Sabin 

 

Com 41 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades. O Sabin nasceu em Brasília/DF e é fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje, conta com 7.000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas. Atualmente, o grupo está presente em 14 estados e no Distrito Federal, oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 358 unidades distribuídas de norte a sul do país.

 

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla serviços de atenção primária, contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais, por meio de programas e linhas de cuidados coordenados. A Amparo Saúde é uma plataforma integradora de serviços de saúde, enquanto a Rita Saúde é uma solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

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