Início » Quadrilhas juninas de todo o país ocupam Brasília avançam em propostas para fortalecer o movimento

Quadrilhas juninas de todo o país ocupam Brasília avançam em propostas para fortalecer o movimento

Primeiro dia do III Simpósio Nacional, reuniu delegações estaduais e abriu votações sobre profissionalização, formação e políticas públicas para o setor

Por ETC Comunicação
0 Comentários
Quadrilhas juninas de todo o país ocupam Brasília avançam em propostas para fortalecer o movimento

Representantes do movimento junino de diferentes estados estão reunidos em Brasília para discutir políticas públicas, formação, financiamento e caminhos para a profissionalização das quadrilhas juninas brasileiras. Realizado nesta quinta-feira (20), o primeiro dia do III Simpósio Nacional de Quadrilhas Juninas foi marcado por uma programação intensa de debates, apresentações culturais e construção coletiva de propostas.

O encontro acontece no Eixo Cultural Ibero-Americano, antiga sede da Fundação Nacional de Artes (Funarte), e segue até sábado (22). Promovido pela Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas (CONFEBRAQ), com fomento do Ministério da Cultura (MinC) e correalização da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (LINQ-DFE), o Simpósio reúne brincantes, dirigentes, pesquisadores, produtores culturais, gestores públicos e representantes de federações e ligas estaduais.

A abertura contou com apresentações de grupo folclórico, casal de xaxado e da Quadrilha Junina Matulão, além da composição da mesa de autoridades. Presidente da CONFEBRAQ, Sérgio Luiz destacou a importância de reunir o movimento para construir uma agenda nacional.

“Nós precisávamos, urgentemente, de um simpósio em que pudéssemos sentar e discutir qual é o caminho que precisamos dar para o nosso movimento junino nacional”, afirmou.

Banner

Um dos destaques do primeiro dia foi a palestra sobre economia criativa e sustentabilidade financeira do movimento junino, conduzida pela professora e mestra Luara Aquino, do Tocantins. A palestrante abordou temas como Sistema Nacional de Cultura, planejamento, gestão, prestação de contas e reconhecimento da cadeia produtiva mobilizada pelas quadrilhas.

“Tudo isso envolve uma produção importante dessas quadrilhas juninas, que são, na realidade, verdadeiros trabalhadores da cultura”, ressaltou Luara Aquino.

O debate reforçou que o movimento junino vai muito além das apresentações realizadas durante o período de São João. Ao longo de todo o ano, as quadrilhas mobilizam profissionais da música, dança, costura, figurino, cenografia, coreografia, produção cultural, comunicação e audiovisual, gerando trabalho, renda e oportunidades em diferentes territórios.

As primeiras votações das propostas construídas pelos participantes também começaram nesta quinta-feira. Entre as medidas aprovadas estão a defesa de uma categoria específica para quadrilhas juninas nos editais federais de cultura, a criação da Escola Nacional do Movimento Junino em formato de educação a distância e a realização de uma audiência pública nacional para apresentar as demandas do setor.

Também foram aprovadas propostas para reconhecer as quadrilhas como Escolas Livres da Cultura, ampliar os editais destinados às quadrilhas infantis e aproximar esses grupos das escolas, fortalecendo a relação entre cultura, educação e renovação do movimento.

Outras sugestões apresentadas deverão seguir para articulação, como a criação de um Observatório Nacional do Movimento Junino, a formação de uma rede nacional de boas práticas, a ampliação das parcerias com universidades e instituições de apoio e a mobilização junto aos parlamentos estaduais e ao Congresso Nacional.

No coração da capital do país, o início das votações e a sistematização das contribuições levadas pelas delegações e pelos brincantes representam um marco na história do movimento junino. O processo transforma demandas de diferentes regiões em uma agenda nacional voltada à formação, ao financiamento, à representação institucional e à valorização dos trabalhadores da cultura.

As propostas construídas durante os três dias serão reunidas na Carta de Brasília 2026. A leitura e a aprovação do documento ocorrerão na Plenária Final, marcada para sábado, das 15h30 às 17h30.

A programação continua até sábado (22), com palestras sobre inovação e espetacularização, identidade e memória, concursos, formação, inclusão, tecnologia e presença digital, além do Encontro Nacional de Avaliadores. Apresentações culturais e musicais acompanham as atividades, mantendo a celebração das tradições juninas integrada aos debates sobre o futuro do movimento.

Você pode querer saber...

O portal Brasília ETC oferece ao público um conteúdo diversificado sobre o que acontece na capital federal -desde eventos artísticos até os melhores destinos turísticos e gastronômicos, bem como novidades, lançamentos de negócios, notícias da sociedade local, moda e, e como o próprio nome sugere, e “muito mais”.