Setembro é o mês mundial de conscientização do Alzheimer, período dedicado a ampliar o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e qualidade de vida. Dentro desse contexto, especialistas destacam um ponto pouco falado, mas de grande relevância: as diferenças entre homens e mulheres no risco de desenvolver a doença. Pesquisas mostram que elas são mais suscetíveis, sobretudo após a menopausa, quando ocorre a queda dos níveis de estrogênio — hormônio que desempenha função protetora no cérebro. Já entre os homens, o risco está mais associado a fatores como hipertensão, diabetes e colesterol alto.
De acordo com o neurologista Heitor Lima, compreender essas distinções é fundamental para orientar estratégias de cuidado personalizadas.
“A queda do estrogênio após a menopausa deixa as mulheres mais vulneráveis ao Alzheimer. Isso não significa que os homens estejam livres, já que apresentam maior predisposição quando doenças crônicas não são controladas. O acompanhamento médico ajuda a identificar riscos e a agir de forma preventiva”, ressalta.
A ciência já demonstra que hábitos de vida saudáveis podem reduzir a probabilidade de desenvolver Alzheimer ou retardar seu avanço. Exercícios físicos, alimentação equilibrada, leitura, socialização e boas noites de sono estão entre os cuidados que fortalecem a saúde neurológica.
Mais do que um alerta, a campanha de setembro é um convite para refletir sobre o envelhecimento saudável e a importância de apoiar pacientes e familiares que convivem com a doença, garantindo dignidade, informação e acolhimento.
