Com texto original e direção de Marcio Abreu, o espetáculo, criado em diálogo com a obra do
neurocientista Sidarta Ribeiro, traz uma reflexão sobre a importância de sonhar coletivamente
com o futuro da vida e dá continuidade à pesquisa da companhia sobre questões relativas à memória, sonho e história
“Visto de cabeça para baixo, esse mundo torto pode ter jeito”, escreveu Sidarta Ribeiro
em seu livro Sonho Manifesto, que foi um dos pontos de partida para a pesquisa e
criação da peça Sonho Elétrico, que chega ao Centro Cultural Banco do Brasil
Brasília (CCBB Brasília) e cumpre temporada de 16 de abril a 3 de maio de
2026, de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. Com texto e direção de
Marcio Abreu e produção da companhia brasileira de teatro, que está celebrando seus
25 anos de atividades ininterruptas, o espetáculo tem o elenco formado pelos artistas
Verónica Valenttino, Jessyca Meyreles, Idylla Silmarovi e Cris Meirelles, e a presença
do pianista Luís Chamis em cena. Os ingressos, a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), podem
ser adquiridos a partir de 8 de abril de 2026 pelo site ccbb.com.br/brasilia e na
bilheteria do CCBB Brasília. O espetáculo não é recomendado para menores de 16
anos. Estão programadas duas sessões com Intérprete em LIBRAS aos domingos, nos
dias 19 e 26 de abril.
Em Sonho Elétrico, uma artista e integrante de uma banda (Verónica Valenttino) é
atingida por um raio. Em estado de coma, a protagonista navega pelo limiar entre vida
e morte, explorando memórias, sonhos e a possibilidade de despertar para uma nova
chance. A narrativa se desenvolve como um percurso sensível na mente de uma
artista, servindo como metáfora para a iminência do fim e as oportunidades de
transformação que podemos ter enquanto comunidade planetária.
A peça, em diálogo com a obra e a interlocução de Sidarta Ribeiro, neurocientista,
capoeirista e escritor brasileiro, tem como ponto de partida seu livro Sonho Manifesto:
Dez exercícios urgentes de otimismo apocalíptico, no qual compartilha conhecimentos
de cientistas, pajés, xamãs, mestras e mestres de saber popular, artistas e inventores
que nos lembram da importância de sonhar e agir coletivamente para o futuro do
planeta. Também é a continuidade da pesquisa da companhia brasileira de teatro
sobre o sonho, a História e a memória, individual e coletiva, iniciada em seu espetáculo
anterior, AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] (2024).
“O autor consegue articular através de uma linguagem direta e acessível um conjunto
de proposições e de temas muito diversos, atuais e urgentes. Essa capacidade de
diálogo com as pessoas e com a sociedade plural na qual vivemos é o principal ponto
de convergência entre o pensamento de Sidarta Ribeiro e o que buscamos nessa peça:
uma obra fundamental para consolidar a importância social da arte e seu potencial
transformador, que revisita o passado e inspira ações para o futuro, agora”, comenta
Marcio Abreu.
Sonho Elétrico é uma pesquisa, criação e produção dos membros da companhia
brasileira de teatro: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria. Com
equipe diversa de multiartistas e parceiros colaborativos da companhia, conta com as
colaborações criativas de: Key Sawao, bailarina e artista da cena, e que assina a direção
de movimento da peça; trilha sonora original e direção musical do multi-instrumentista
e compositor Felipe Storino, com colaboração da compositora e cantora Juliana
Linhares; assistência de direção do ator, bailarino e pesquisador Fábio Osório
Monteiro; figurinos do estilista e criador mineiro Luiz Cláudio Silva e seu Apartamento
03.
A Gênese do Projeto
Sonho Elétrico é fruto de um processo criativo que se desenvolveu a partir da
plataforma Voo Livre, criada em 2023 pelos artistas e produtores Marcio Abreu, Cássia
Damasceno, Nadja Naira e José Maria. A relação da companhia brasileira com Sidarta
Ribeiro e com temas relacionados ao sonho vem se desenvolvendo em diversos
momentos, desde as pesquisas para a criação da peça Sem Palavras, que estreou na
França em setembro de 2021. O neurocientista participou de três momentos
importantes da plataforma: primeiro, em cena, no acontecimento Voo Livre – Futuros,
em outubro de 2023, no Teatro de Arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro. Em
junho de 2024, volta à cena na reedição de Futuros no Teatro do Sesc Pompéia, em
São Paulo. Nesta ocasião, Sidarta também colaborou na residência artística Voo livre –
Sonho Manifesto, direcionada a 30 jovens artistas de linguagens diversas, no Galpão
do Sesc Pompeia, orientada por Marcio Abreu e a companhia brasileira de teatro,
junto a artistas convidados, como Key Sawao, Cristina Moura, Kenia Dias e Helena
Vieira. E, numa terceira edição, já chamada de Voo livre – Sonho Elétrico, no CPT –
Sesc Consolação, como convidado e palestrante, com a equipe criativa do espetáculo e
mais 15 artistas assistentes.
FICHA TÉCNICA
Texto e Direção: Marcio Abreu
Pesquisa e Criação: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria
Elenco e criação: Verónica Valenttino, Jessyca Meyreles, Idylla Silmarovi e Cris
Meirelles
Interlocução teórica e criativa: Sidarta Ribeiro
Direção técnica, Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira
Direção de produção e administração: Cássia Damasceno e José Maria
Direção Musical e Trilha Sonora Original: Felipe Storino
Colaboração Criativa Musical: Juliana Linhares
Direção de Movimento e colaboração criativa: Key Sawao
Assistência de direção e colaboração criativa: Fábio Osório Monteiro
Música “Armadilha”: Juliana Linhares e Caio Riscado
Música “Emaranhada”: Juliano Holanda
Música "Sonho Elétrico": Juliana Linhares e Marcio Abreu
Pianista em cena: Luís Chamis
Figurinos: Luiz Cláudio Silva | Apartamento 03
Cenografia: Marcio Abreu, José Maria e Nadja Naira
Assistência de dramaturgia e colaboração criativa: Aislan Salomão
Assistência de produção e arte: Taís Morgado
Design e técnico de som: Felipe Storino
Técnicos de luz e programação: Ricardo Barbosa e Sibila Gomes
Assistência de cenografia e desenhos técnicos: Luana Gattoni
Execução cenográfica: Douglas Caldas e Alexander Peixoto da Silva
Cenotécnico e Maquinista: Alexander Peixoto da Silva
Camareira: Cristiane Ferreira da Silva
Fotos e vídeos da Residência Voo Livre | Sonho Manifesto – Sesc Pompeia: Cacá
Bernardes
Fotos da Residência Voo Livre | Sonho Elétrico – CPT – Sesc Consolação: Aristeu Araújo
Fotos do Processo Criativo e Espetáculo Sonho Elétrico: Ethel Braga
Fotos do espetáculo | CCBB BH: Edgar Kanaykõ Xakriabá
Programação Visual: Pablito Kucarz
Mídias Sociais: Kalindi D’Elia
Imagens e Registro Videográfico SP: Elisa Mendes
Imagens e Registro Videográfico BH: Felipe Alicate
Assessoria de Imprensa em Brasília: Carla Spegiorin| Âncora Comunicação
Produção local em Brasília: Milca Luna | Maré Cheia Produções
Criação e produção: companhia brasileira de teatro
Sobre a companhia brasileira de teatro
@ciabrasileira
A companhia brasileira de teatro é um coletivo de artistas de várias regiões do
país, fundado pelo dramaturgo e diretor Marcio Abreu em 2000, em Curitiba
(PR). Sua pesquisa é voltada, sobretudo, para novas formas de escrita e para a
criação contemporânea. Entre suas principais realizações estão peças com
dramaturgia própria, escritas em processos colaborativos e simultâneos à
criação dos espetáculos, como PRETO (2017); PROJETO BRASIL (2015); Vida
(2010); O que eu gostaria de dizer (2008).
Há ainda uma série de criações a partir da obra de autores inéditos no país,
como uma adaptação da obra Platonov, de Anton Tchekov, intitulada POR QUE
NÃO VIVEMOS? (2019); a peça Krum (2015), de Hanock Levin; Esta Criança
(2012), de Joël Pommerat; Isso te interessa? (2011), a partir do texto Bon,
Saint-Cloud, de Noëlle Renaude; Oxigênio (2010), de Ivan Viripaev, Apenas o
fim do mundo (2006), de Jean Luc Lagarce; Suíte 1 (2004), de Phillipe
Myniana.
Suas criações mais recentes são SONHO ELÉTRICO (2025), AO VIVO [dentro
da cabeça de alguém] (2024) e SEM PALAVRAS (2021), todas com texto e
direção de Marcio Abreu.
A companhia realiza ainda frequentes intercâmbios com outros artistas no país e no
exterior, mantém um repertório ativo e circula com frequência pelo Brasil e Europa. O
núcleo criativo da companhia é composto por Marcio Abreu [direção, dramaturgia,
direção artística], Nadja Naira [atriz, iluminadora, coordenação técnica], Cássia
Damasceno [atriz, administração] e José Maria [direção de produção].
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de
outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar
Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e
criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços
de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde
são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e
performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-
educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da
programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de
escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas
mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a
certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com
a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade
A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o
CCBB Brasília, de quinta a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a
democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada
próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional.
O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou
ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está
sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa
de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de
divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van | De quinta a domingo
Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h
CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30,
20h30 e 21h30
SERVIÇO:
Sonho Elétrico
Data: de 16 de abril a 3 de maio de 2026, quinta a domingo
Horário: quinta, sexta e sábado, às 20h; domingo, às 18h
Duração: 90 minutos
Local: Teatro I do CCBB Brasília – SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente
Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul – Brasília – DF
Ingressos: Ingressos: R$ 15 (meia entrada) e R$ 30 (inteira) disponíveis no site
bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB Brasília., sempre às quartas-feiras da
semana anterior às apresentações, a partir das 12h.
Estudantes, maiores de 65 anos e clientes Ourocard pagam meia entrada.
Classificação indicativa: 14 anos
Capacidade: 327 lugares | O Teatro possui áreas para cadeiras de rodas, assentos
especiais para obesos e rampas. Haverá sessões com Intérprete em LIBRAS nos dias
19 e 26 de abril.
Este espetáculo é realizado pelo Centro Cultural Banco do Brasil e Governo do Brasil
– do lado do povo brasileiro.

