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Brasília recebe 25º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia com reflexão sobre inteligência artificial, ecologia e futuros possíveis

Evento gratuito acontece de 15 a 20 de setembro, com programação no Museu Nacional da República e no SESI Lab, e participação de nomes como Regina Silveira e Lucia Santaella

Por ETC Comunicação
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Brasília recebe 25º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia com reflexão sobre inteligência artificial, ecologia e futuros possíveis

Brasília será palco, de 15 a 20 de setembro, da 25ª edição do Encontro Internacional de

Arte e Tecnologia, iniciativa que, há um quarto de século, reúne pesquisadores, artistas,

estudantes, professores e interessados nas relações entre criação artística, ciência,

tecnologia e sociedade. A programação é gratuita e terá mais de 50 atividades, presenciais,

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de 15 a 18 (terça a sexta) no Museu Nacional da República e no SESI Lab, e on-line, nos

dias 19 e 20 (sábado e domingo).

Nessa edição histórica, o #25.ART – Encontro Internacional de Arte e Tecnologia propõe,

a partir do tema GA.IA, um olhar entre inteligência artificial, natureza, sistemas vivos e

humanidade. A programação acontece em múltiplos formatos, como palestras,

mesas-redondas, performances, exposições, apresentação de pesquisas acadêmicas e

projeções mapeadas.

A escolha do tema GA.IA dá unidade conceitual à programação. A proposta aproxima Gaia,

compreendida como a complexidade dos sistemas vivos, da ecologia e da biosfera, da

Inteligência Artificial, criando um campo de reflexão sobre como tecnologias cada vez mais

presentes na vida cotidiana transformam nossa relação com o ambiente, com outros seres e

com nós mesmos.

A abertura, na manhã do dia 15 de setembro, será no SESI Lab e concentra alguns dos

principais momentos da edição comemorativa. A partir das 9h, acontece a abertura oficial,

acompanhada da premiação #25.ART — Edital LED SESI Lab, que anuncia as obraspremiadas. Na sequência, das 10h às 12h, a artista Regina Silveira conduz a palestra

inaugural sobre seu percurso como artista. Reconhecida por uma produção que investiga

espaço, percepção e linguagem visual, Regina abre a programação do encontro que, ao

longo de cinco dias, colocará em diálogo diferentes formas de pensar e produzir arte na

contemporaneidade.

A agenda do primeiro dia prossegue com debates sobre ‘Ancestralidade nas suas relações

entre natureza, arte e tecnologias’ com o artista Casé Angatu Xukuru Tupinambá. Também

à tarde, mesas-redondas debaterão a interconexão entre arte e tecnologia, as relações

entre o humano e o não humano e os imaginários contemporâneos. À noite, a programação

na região central de Brasília se transforma numa galeria a céu aberto com o

#3.ART.videomapping, projeções feitas no domo externo do Museu da República, com a

abertura da Exposição EmMeio#18, na parte interna, e a performance Parangolés

“chegar aos 25 anos em

plena vitalidade demonstra a solidez de uma trajetória dedicada a fazer da arte e da

tecnologia um campo de reflexão humanista e plural. O que mudou foi o alcance e a

velocidade das ferramentas tecnológicas. No entanto, a alma do projeto permanece a

mesma: o compromisso com a pesquisa crítica, com a liberdade estética e com a recusa ao

mero tecnicismo”

, afirma.

Da inteligência artificial à ideia de Gaia

Se a abertura apresenta a dimensão histórica e artística do encontro, os dias seguintes

aprofundam algumas das questões mais urgentes da produção contemporânea. Na

quarta-feira, 16 de setembro, as mesas percorrem temas como poéticas digitais, design,

arte e tecnologia, GA.IA, afeto, tecnologias tradicionais e sociais e criatividade

contemporânea. Entre os destaques está a palestra ‘Social technologies: african archives

and community radio’

, do artista alemão Hauke Dorsch, além de performances queexploram novas possibilidades de presença, identidade e criação mediadas pela tecnologia.

Nesse dia, também performam trabalhos com Hologramas 3D Virtual.

Na quinta-feira, 17 de setembro, o debate sobre GA.IA ganha ainda mais centralidade e 10

atividades compõem a programação, que começa com a palestra ‘Gaia em Código:

Algoritmos e a Poética do Planeta Vivo’

, da artista e pesquisadora Ive Rubini, e segue com

discussões sobre a natureza como algoritmos, projetos de arte e ecologia, arte, design e

tecnologia e práticas contemporâneas. À tarde, a palestra internacional ‘The World as

Transduction: Re-thickening Practices in Art, Science and Technology’

, da mexicana Tania

Aedo, amplia a discussão sobre os cruzamentos entre arte, ciência e tecnologia.

Também no dia 17, a mesa ‘Entre Humanos e Gaia: Arte, IA e Coexistência Planetária’ com

vários convidados, coloca em primeiro plano uma das perguntas centrais desta edição:

como pensar a convivência entre seres humanos, inteligência artificial e os sistemas vivos

que sustentam a existência? O dia termina com a 3ª Assembleia da Associação Nacional de

Arte e Tecnologia, que terá palestra com Lucia Santaella, uma das principais referências

brasileiras nos estudos de comunicação, semiótica e tecnologias.

Na sexta-feira, 18 de setembro, três mesas-redondas com diversos pesquisadores abordam

experimentações e novas formas de criação, com mesas sobre ‘Realidades e Poéticas’

, no

Museu; e ‘Experimentações em arte e tecnologia’ e ‘Cocriação, Criação Interativa e

Ecossistemas’ no SESI Lab.

Novas literacias, resistência e futuros criativos

O sábado e domingo trazem uma programação 100% on-line. O sábado, 19 de setembro,

amplia o encontro para questões relacionadas às transformações culturais provocadas

pelas tecnologias. A palestra ‘Horizontes da Arte, Ciência e Tecnologia’

, de Marília

Bergamo, abre o dia, seguido por discussões simultâneas. Os temas são: culturas digitais e

práticas de resistência, novas literacias em arte e tecnologia e as perspectivas de

cooperação em arte, design e tecnologia. O tema GA.IA retorna no final do dia, em salas

dedicadas às relações entre arte, design e tecnologia.

No domingo, 20 de setembro, último dia do encontro, a programação investiga a criação

artística em diálogo direto com a inteligência artificial.

‘Poética da Arte Gerativa: projetos

autorais’

, de Mônica Rizzolli, é a palestra que abre a manhã. Na sequência acontecem

debates sobre ‘Inteligência Artificial, GA.IA e Novos Ecossistemas Criativos’

, com diversos

pesquisadores. À tarde, o foco se desloca para a criatividade expandida, em discussões

sobre design, arte e tecnologia. O encerramento acontece com a palestra ‘GA.IA: arte,

música e ação’

, com participação dos pesquisadores Fabiane Cristina Silva dos Santos e

Emílio Martinez, seguida do encerramento oficial do evento.

Exposições ocupam o Museu Nacional da República e o SESI Lab

Um dos pontos centrais dessa experiência será a Exposição EmMeio#18, no Museu

Nacional da República, que integra a programação comemorativa com obras e pesquisas

na interface entre arte e tecnologia. A mostra terá início no dia 15 de setembro, das 19h30

às 22h30, e ficará aberta para visitação do público até 18 de outubro de 2026.No SESI Lab, a ocupação artística também ganha destaque com uma obra de Regina

Silveira, instalada na fachada do edifício. Aplicada sobre os vidros do prédio, a obra poderá

ser observada a grandes distâncias, fazendo da própria arquitetura e da paisagem urbana

parte da experiência artística.

Também permanecerão expostas no SESI Lab as obras audiovisuais selecionadas pelo

Edital LED SESI Lab, cuja premiação será anunciada durante a abertura oficial do #25.ART,

no dia 15 de setembro. A iniciativa destaca a produção audiovisual contemporânea e

transforma o grande painel de LED da instituição em espaço de circulação e fruição

Ao completar 25 anos, o #.ART chega a uma edição que reflete a própria transformação do

campo em que atua. A velocidade das inovações tecnológicas mudou radicalmente desde

os primeiros anos do encontro, mas permanece a aposta na arte como espaço de

investigação e na tecnologia como campo que precisa ser questionado, experimentado e

compreendido criticamente.

“O #.ART segue sendo um espaço de acolhimento e convergência, onde diferentes saberes

e culturas pluriversais, gerações e perspectivas decoloniais e contracoloniais se encontram

para imaginar futuros possíveis”

, afirma Suzete.

Essa perspectiva está presente tanto na dimensão acadêmica do encontro quanto em sua

abertura ao público. Ao lado das apresentações de pesquisas e debates especializados, a

programação oferece exposições, projeções e atividades que permitem ao visitante

experimentar concretamente algumas das questões discutidas no evento.A realização do #25.ART é resultado de uma ampla rede de cooperação acadêmica e

cultural formada pelo Museu Nacional da República, Brasília, DF; Media Lab / UNB; Media

Lab / BR; UnB/PPg Artes Visuais; CAPES, CNPq; Fundação Itaú; SESI Lab; Associação

Nacional de Arte e Tecnologia; Universidade Anhembi Morumbi e ANIAV.

Oficinas antecipam o encontro no SESI Lab

Antes da abertura do #25.ART, o SESI Lab recebe, entre os dias 12 e 14 de setembro, três

oficinas que integram a programação oficial do encontro. Elas propõem um ambiente de

cocriação entre poéticas visuais e ferramentas tecnológicas.

No sábado (12), das 14h às 19h, Rafaella Lacerda conduz, no Biomaker, a oficina

‘Biofabricação de acessórios com biomateriais de algas, Design regenerativo e

experimentação com materiais naturais’

, dedicada à criação a partir do alginato de sódio, e

também à discussão sobre as possibilidades dos biomateriais no design e na moda. No

domingo (13), das 14h às 19h, o Espaço Maker recebe ‘Coisas que piscam e fazem

barulhos’

, com Gabriel Arcoverde e Prahlada Hargreaves, propondo a exploração de

circuitos como instrumentos de criação e expressão, a partir das relações entre energia,

som, luz e movimento.

As oficinas pré-#25.ART se encerram na segunda-feira (14), das 14h30 às 18h, com a

Oficina de Impressão 3D, conduzida por Ikeda. De caráter prático e introdutório, a atividade

apresenta os fundamentos do processo dos modelos até a impressão, permitindo aos

participantes compreender como ideias desenvolvidas em ambiente digital podem ser

transformadas em objetos físicos. As oficinas acontecem no Espaço Maker e Biomaker do

SESI Lab, espaços voltados à experimentação e à fabricação digital e analógica.

SERVIÇO

25º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia — #25.ART

Tema: GA.IA

Quando: 15 a 20 de setembro de 2026

Onde: Museu Nacional da República e SESI Lab — Esplanada dos Ministérios, Brasília

(DF)

Formato: atividades presenciais e on-line

Programação: palestras, mesas-redondas, performances, exposições, apresentações de

pesquisas, videomapping (projeções) e outras atividades

Entrada: gratuita

Classificação indicativa livre

Informações e inscrições: Página oficial do #25.ART na Even3

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