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Dados de 248 milhões de brasileiros anunciados para venda e exposição de 58 mil câmeras do Smart Sampa acendem alerta sobre segurança digital

Casos envolvendo informações pessoais, credenciais de acesso e sistemas de monitoramento expõem diferentes riscos à privacidade e à segurança da população. Para Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity, os episódios mostram a importância da governança de dados, do controle de acessos e da prevenção de incidentes cibernéticos

Por ETC Comunicação
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Dados de 248 milhões de brasileiros anunciados para venda e exposição de 58 mil câmeras do Smart Sampa acendem alerta sobre segurança digital

Dois episódios envolvendo a segurança de informações pessoais chamam atenção para os desafios da proteção de dados no Brasil. Em junho, criminosos anunciaram em um fórum ilegal a venda de uma suposta base com informações de 248 milhões de brasileiros, incluindo CPFs, endereços, telefones e vínculos familiares. Já no dia 20 de outubro, foi revelada a exposição de informações sigilosas do Smart Sampa, sistema de videomonitoramento da Prefeitura de São Paulo, que possibilitavam acesso indevido a imagens de mais de 58 mil câmeras instaladas em ruas, escolas, creches e hospitais. Para Eduardo Nery, CEO da Every Cybersecurity, empresa brasileira especializada em LGPD, Governança, Riscos e Compliance (GRC) e segurança da informação, os dois casos, embora distintos, evidenciam a importância de mecanismos permanentes de proteção e controle sobre as informações administradas por instituições públicas e privadas.

No primeiro episódio, os criminosos afirmaram possuir aproximadamente 1,08 bilhão de registros, cuja autenticidade e origem não foram comprovadas. A Receita Federal negou que seus sistemas tenham sido invadidos e atribuiu o anúncio à circulação de uma base antiga. No caso do Smart Sampa, informações permaneceram expostas na internet por aproximadamente 11 meses, incluindo 181 credenciais de acesso e dados de mais de 6 mil agentes de segurança. A Prefeitura de São Paulo atribuiu o vazamento à conduta ilegal de um servidor público, que foi afastado. Segundo Eduardo Nery, os episódios demonstram que as ameaças digitais podem surgir tanto da circulação indevida de informações quanto da utilização inadequada de acessos autorizados. “Quando criminosos conseguem reunir dados pessoais, podem construir golpes extremamente convincentes. Já quando informações sigilosas de um sistema de segurança ficam acessíveis a terceiros, os riscos ultrapassam o ambiente digital e podem comprometer a segurança física das pessoas. São situações diferentes, mas que mostram como a falta de controle sobre informações pode provocar consequências graves”, explica.

Para o especialista, a governança de dados é fundamental para reduzir esses riscos. Ela envolve políticas e procedimentos que determinam quais informações devem ser coletadas, onde serão armazenadas, quem poderá acessá-las, como serão compartilhadas e durante quanto tempo precisam ser mantidas. Entre as medidas recomendadas estão autenticação multifator, criptografia, monitoramento contínuo, auditorias e revisão periódica das permissões concedidas aos profissionais. “Não basta investir em sistemas sofisticados para impedir invasões. Uma organização precisa saber exatamente quais dados possui, quem pode acessá-los e o que está sendo feito com essas informações. Um funcionário com acesso legítimo também pode provocar um incidente grave se não houver mecanismos adequados de controle e rastreamento”, afirma Nery.

Outro aspecto preocupante é o potencial de utilização dessas informações por criminosos. Dados pessoais, mesmo antigos, podem ser combinados com registros mais recentes para facilitar fraudes financeiras, falsidade ideológica e golpes por telefone ou aplicativos de mensagens. No caso de plataformas de videomonitoramento, a exposição de imagens e informações técnicas pode permitir a identificação de rotinas, deslocamentos e estruturas de segurança. O uso crescente da inteligência artificial amplia esses riscos, tanto pela possibilidade de personalização de golpes quanto pela integração de grandes volumes de informações em sistemas cada vez mais complexos.

Para a Every Cybersecurity, a proteção de dados precisa acompanhar a evolução tecnológica e fazer parte das decisões das instituições. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece princípios de segurança, prevenção e necessidade no tratamento de informações, embora existam regras específicas para atividades relacionadas à segurança pública. Além das medidas técnicas, é fundamental investir na conscientização dos profissionais e na capacidade de identificar e responder rapidamente a incidentes. “A segurança digital não pode depender exclusivamente da confiança nas pessoas ou da capacidade de uma ferramenta tecnológica. É preciso ter governança, prevenção e monitoramento permanente. Quanto maior o volume de informações administradas, maior deve ser a responsabilidade da instituição em protegê-las. A tecnologia precisa servir à segurança da população, e não criar novas vulnerabilidades”, conclui Eduardo Nery.

Sobre a Every Cybersecurity

A Every Cybersecurity é uma empresa brasileira especializada em LGPD, Governança, Riscos e Compliance (GRC) e segurança da informação. Com sede em Brasília e escritório no Rio de Janeiro, a empresa atua há 12 anos no mercado nacional, possui certificações ISO 27001 e ISO 27701 e atende órgãos públicos e empresas privadas em todo o país.

Assessoria de Imprensa: Etcetera Comunicação
Marina Figueiredo
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