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Em Brasília, 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos amplia discussões abertas na COP30

Programação gratuita acontece de 27 a 30 de novembro, no CCBB Brasília. A Mostra, promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, propõe debates sobre meio ambiente e direitos humanos a partir, sobretudo, dos olhares de povos originários e comunidades tradicionais

Por ETC Comunicação
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Em Brasília, 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos amplia discussões abertas na COP30

A 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos (MCDH) chega a Brasília entre os dias 27 e 30 de novembro, com programação gratuita no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Com o tema “Direitos humanos e emergência climática: rumo a um futuro sustentável”, o evento apresenta filmes e debates que abordam a crise ambiental, a justiça climática e os modos de vida sustentáveis de povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, grupos que resistem há séculos à exploração predatória do planeta. A programação, gratuita e aberta ao público, dialoga com o tema da COP 30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém, no Pará.

 

Realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a mostra é uma das principais e mais longevas ações da pasta voltadas à educação e cultura em direitos humanos, reconhecendo o audiovisual como ferramenta de transformação social. A edição 2025 tem parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Curso de Cinema e Audiovisual, sob a coordenação geral de Samantha Capdeville, produtora audiovisual e professora do curso. Em Brasília, a realização da Mostra tem parceria com a Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e o apoio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

 

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A cineasta Sueli Maxakali, liderança do povo Tikmũ’ũn e referência no cinema indígena brasileiro, é a homenageada da 15ª edição. Seu longa mais recente, “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá” (2025), será exibido na sessão de abertura da Mostra em todas as capitais participantes. O documentário, codirigido com Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna e premiado em festivais como o Festival de Brasília, o CachoeiraDoc e a Mostra Ecofalante, retrata a busca da diretora por seu pai, separado da família durante a ditadura militar. Confira o teaser AQUI.

 

FILMES E TEMÁTICAS

 

Com curadoria de Beatriz Furtado, realizadora audiovisual e professora do Instituto de Cultura e Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC), e de Janaina de Paula, jornalista, realizadora e pesquisadora em audiovisual, a programação em Brasília reúne produções que refletem a pluralidade cultural e ambiental do país. São obras dirigidas em sua maioria por cineastas indígenas, quilombolas, ribeirinhos e realizadores de diversas regiões do Brasil, que abordam temas como território, ancestralidade, memória, meio ambiente e resistência.

 

Além de “Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá”, entre as produções estão “Ainda Há Moradores Aqui”, de Tiago Rodrigues, sobre o desastre urbano causado pela Braskem em Maceió; “Pau D’Arco”, de Ana Aranha, que acompanha a luta de trabalhadores rurais no Pará; “SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente”, de Kamikia Kisedje e Fred Rahal, que denuncia os impactos dos agrotóxicos em terras indígenas no Mato Grosso; e “Faísca”, de Barbara Matias Kariri, sobre mulheres que se mobilizam para o retorno das onças a seu território.

 

Com quatro sessões principais, a Mostra propõe um olhar sobre diferentes dimensões da relação entre a humanidade e a natureza. A sessão infantil apresenta o longa “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, de Fernando Fraiha, além de curtas e médias-metragens que exploram o imaginário infantil e a diversidade regional brasileira. A sessão Terra/Nêgo Bispo ressalta o pensamento quilombola e a força dos territórios comunitários. A sessão Água/Antônia Melo faz referência à fundadora do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, em Altamira (PA), reunindo filmes atravessados pela questão hídrica. A sessão Floresta/Raoni homenageia o líder caiapó, internacionalmente reconhecido por sua luta em defesa dos povos indígenas e da Amazônia, tema central dos quatro filmes exibidos.

 

Todos os títulos contam com Libras e Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE), garantindo acessibilidade e inclusão. Após as sessões, haverá debates sobre os filmes que contarão com acessibilidade em Libras.

 

OFICINA

 

Como parte da programação, a Mostra Cinema e Direitos Humanos realizou, nas semanas que antecedem as exibições, uma oficina com o tema “Imagens do comum: cinema, educação e direitos humanos”. A atividade foi voltada para educadores, agentes culturais e comunicadores populares. Em Brasília, a oficina foi conduzida pelo realizador audiovisual e educador Pedro B. Garcia, na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), entre os dias 3 e 5 de novembro.

 

A oficina tinha como objetivo promover a sensibilização e reflexão crítica sobre a cultura dos direitos humanos por meio da linguagem cinematográfica. A atividade combinava exibição de filmes, exercícios de criação audiovisual e rodas de conversa sobre as imagens produzidas, debatendo como o respeito à dignidade humana também está relacionado às formas de representar diferentes sujeitos e territórios.

 

Ao longo de encontros que totalizaram nove horas/aula, os participantes foram convidados a se apropriar do cinema como instrumento de afirmação cultural e preservação de saberes e fazeres tradicionais, explorando a relação sensível entre imagem, memória e território. A ação integrou o eixo formativo da Mostra e visava estimular a replicação dessas práticas em espaços educativos e comunitários do Distrito Federal.

 

HISTÓRICO DA MOSTRA

 

A Mostra Cinema e Direitos Humanos é uma estratégia do Governo Federal para a consolidação da educação e da cultura em Direitos Humanos, entendendo o audiovisual nacional como forte aliado na construção de uma nova mentalidade coletiva para o exercício da solidariedade e do respeito às diferenças.

Criada em 2006, com a finalidade de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos  Humanos, a mostra amplia e diversifica os espaços de informações e debates sobre direitos  humanos, por meio da linguagem cinematográfica, tornando-se instrumento valioso de diálogo  e transformação para públicos com pouco ou nenhum conhecimento sobre direitos humanos.

 

PROGRAMAÇÃO

 

>> Dia 1 – 27/11, quinta-feira

 

– 18h – Sessão de abertura

Classificação indicativa: 12 anos

 

Coffee break

Solenidade

 

Yõg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2024, 90′)  – MG/MS

Direção: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero e Luisa Lanna

 

>> Dia 2 – 28/11, sexta-feira

 

– 14h – Sessão infantil 1

Classificação indicativa: Livre

 

Amazônia sem Garimpo (2022, 6’34”) – RJ

Direção: Tiago Carvalho e Julia Bernstein

 

No início do Mundo (2025, 7’46”) – CE

Direção: Camilla Osório

 

Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (2025, 90′) – SP

Direção: Fernando Fraiha

 

– 18h30 – Sessão Nego Bispo (Terra) + debate

Classificação indicativa: 12 anos

 

Eu sou Raiz (2022, 7′) – PE

Direção: Cíntia Lima e Lílian de Alcântara

 

Ainda Há Moradores Aqui (2025, 42’50”) – AL

Direção: Tiago Rodrigues

 

Pau D’Arco (2025, 89′) – PA

Direção: Ana Aranha

 

>> Dia 3 – 29/11, sábado

 

– 14h – Sessão infantil 2 + debate

Classificação indicativa: Livre

 

Ga vī: a voz do barro (2021, 10’40”) – PR

Direção: Ana Letícia Meira Schweig, Angélica Domingos, Cleber kronun de Almeida, Eduardo Santos Schaan, Geórgia de Macedo Garcia, Gilda Wankyly Kuita, Iracema Gãh Té Nascimento, Kassiane Schwingel, Marcus A. S. Wittmann, Nyg Kuita, Vini Albernaz

 

Òsányìn: O segredo das folhas (2021, 22′) – AL/BA/RJ

Direção:  Pâmela Peregrino

 

Do Colo da Terra (2025, 75′) – MG/MS/AM

Direção: Renata Meirelles e David Vêluz

 

– 18h30 – Sessão Antônia Melo (Águas) + debate

Classificação indicativa: 10 anos

 

Kutala (2025, 5′) – MG

Direção: Fabio Martins e Quilombo Manzo

 

Rio de Mulheres (2009, 21′) – MG

Direção: Cristina Maure e Joana Oliveira

 

Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga (2025, 16’46”) – GO/TO/DF/MT

Direção: Fellipe Abreu e Luis Felipe Silva

 

As Lavadeiras do Rio Acaraú transformam a embarcação em nave de condução (2021, 12′) – CE

Direção: Kulumym-Açu

 

Volta Grande (2020, 27′) – PA

Direção: Fábio Nascimento

 

Rua do Pescador, Nº 6 (2025, 72′) – RS

Direção: Bárbara Paz

 

>> Dia 4 – 30/11, domingo

 

– 15h – Sessão Raoni (Floresta) + debate

Classificação indicativa: 14 anos

 

SUKANDE KASÁKÁ | Terra Doente (2025, 30′) – MT

Direção: Kamikia Kisedje, Fred Rahal

 

Faísca (2025, 12′) – CE

Direção: Barbara Matias Kariri

 

Grão (2020, 16′) – MG

Direção: Adriana Miranda

 

Curupira e a Máquina do Destino (2021, 25′) – AM

Direção: Janaína Wagner

 

– 19h – Sessão de encerramento

Classificação indicativa: 12 anos

 

Sede de Rio (2024, 72′) – BA

Direção: Marcelo Abreu Góis

 

SERVIÇO

15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos em Brasília

Quando: De 27 a 30 de novembro de 2025

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Brasília) – Asa Sul – Trecho 2 – Asa Sul, Brasília (DF)

Gratuito

Classificação indicativa: confira a programação

Realização: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Mais informações: https://www.instagram.com/mcdh.oficial/

IMAGENS DIVULGAÇÃO

Presskit com mais informações AQUI

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