O Teatro Nacional Claudio Santoro vive um momento histórico com a abertura da exposição “É
Pau, É Pedra…”, dedicada a Sergio Camargo (1930–1990), um dos maiores nomes da
escultura brasileira. Inaugurada em 10 de dezembro, a mostra ocupa integralmente o foyer da
Sala Villa-Lobos, recém-revitalizado, e permanece aberta ao público até 13 de março, com
entrada gratuita.
A abertura reuniu autoridades, representantes da cultura, familiares do artista e público em uma
noite simbólica, que marcou o reposicionamento do foyer como um dos espaços culturais mais
relevantes da capital. Com curadoria de Marcello Dantas, a mostra propõe um diálogo entre
matéria, luz e forma, elementos centrais da pesquisa de Camargo.
“Sergio Camargo é um acontecimento na história da arte brasileira, simultâneo à criação de
Brasília e à ideia de futuro que marcou o país”, afirma Dantas. O título da exposição faz
referência à canção de Tom Jobim e traduz a poética do artista, que transformou madeira,
mármore, gesso e pedra em linguagem escultórica própria e atemporal.
A exposição apresenta um conjunto raro e expressivo da obra de Sergio Camargo,
reunindo cerca de 200 peças, entre esculturas, relevos, maquetes, obras figurativas, objetos de
ateliê e trabalhos pouco ou nunca exibidos ao público. É a primeira vez que Brasília recebe um
panorama tão amplo da produção do artista.
Organizada em núcleos temáticos, “É Pau, É Pedra…” permite acompanhar a trajetória de
Camargo desde os primeiros trabalhos figurativos até sua consolidação no cenário internacional,
reafirmando o Teatro Nacional como palco de grandes exposições e encontros
