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Exposição ‘Povo Fulni-ô – Entre a Caatinga e o Cerrado’ chega , à CLDF

Mostra da fotógrafa Raissa azeredo retrata saberes e fazeres do povo Fulni-ô residente em Pernambuco e no Distrito Federal

Por ETC Comunicação
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Exposição ‘Povo Fulni-ô - Entre a Caatinga e o Cerrado’ chega , à CLDF

A fotógrafa, indigenista e antropóloga Raissa Azeredo, junto a Onã Produções, apresenta a exposição ‘Povo Fulni-ô – Entre a Caatinga e o Cerrado’. A mostra fotográfica documenta processos culturais, saberes e memórias do povo Fulni-ô, estabelecidos em dois biomas: Cerrado e Caatinga A exposição foi elaborada a partir de uma expedição que passou pela aldeia Fulni-ô, próxima à cidade de Águas Belas, no agreste pernambucano, e também pela Terra Indígena Santuário Sagrado dos Pajés – Pajé Santxiê Tapuya, localizada no Setor Noroeste, no Distrito Federal.  Os registros fortalecem a documentação, manutenção e preservação da memória do povo Fulni-ô. Após passar pelo Memorial dos Povos Indígenas e pela Universidade de Brasília, a exposição segue no Espaço Cultural Pátio das Comissões – Hall de Entrada da CLDF (Térreo Superior – TS) até 15 de dezembro, com visitação de segunda a sexta-feira, das 09h às 19h. Entrada franca e livre.

Povo Fulni-ô – Entre a Caatinga e o Cerrado
A exposição fotográfica “Povo Fulni-ô – Entre a Caatinga e o Cerrado”, de Raissa Azeredo, dá visibilidade à trajetória e às práticas tradicionais do povo Fulni-ô, tanto em seu território de origem, próximo à cidade de Águas Belas (PE), quanto em sua presença no Distrito Federal. Uma pessoa ponte para o entendimento desses territórios foi o Pajé Santxê Tapuya, que nasceu e cresceu na caatinga, mas se estabeleceu no cerrado na década de 60.

 “Sua relação com a terra no Santuário dos Pajés aqui no DF proporcionou o plantio de várias plantas e árvores nativas do seu território de origem. O projeto refez os passos de Santxiê de volta para  a caatinga para conhecer o início dessa história, que preserva esses dois biomas”.  – Tâmara Jacinto, idealizadora do projeto junto com Raíssa Azeredo.

Por meio da documentação sensível de práticas, como a coleta de raízes, sementes e fibras utilizadas no artesanato tradicional, além de retratos que revelam a miscigenação fenotípica fruto da colonização, a exposição fortalece a memória cultural do povo Fulni-ô e destaca o protagonismo de lideranças jovens, como Santxie Fulni-ô, que hoje tem 24 anos e é filho do Pajé Santxiê Tapuya

Ao abordar a relação entre os biomas Caatinga e Cerrado e a continuidade dos saberes tradicionais em novos territórios, a mostra também contribui para ampliar a compreensão sobre a presença indígena no DF — invisibilizada e apagada tanto na educação formal quanto  no imaginário da população local. Dessa forma, a exposição não apenas valoriza a identidade indígena, mas também enriquece a memória cultural da capital federal. A exposição estimula  o conhecimento da história e trajetória do Povo Fulni-ô, contada a partir do olhar dos fotógrafos Raíssa Azeredo e Bruno Jungman e também por Santxie Fulni-ô, morador da Terra Indígena Santuário Sagrado dos Pajés – Pajé Santxiê Tapuya, no Distrito Federal.

A exposição ‘Povo Fulni-ô – Entre a Caatinga e o Cerrado’ estará em cartaz em outros espaços do DF até dezembro, em locais que serão divulgados posteriormente. O projeto é uma realização da Onã Produções, com apoio  e recursos do Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Raissa Azeredo

Raissa Azeredo é fotógrafa, indigenista e antropóloga pela Universidade de Brasília (UnB). Atua profissionalmente na fotografia desde 2013 e transitou por algumas áreas, como: fotografia de parto, registro de shows e espetáculos, gastronomia, retratos de famílias e corporativos. Em 2017 iniciou seu caminho na etnofotografia quando visitou o povo Avá-Canoeiro para realizar o registro fotográfico para o acervo permanente da FUNAI, e, a partir daí, passou a se especializar na área e a trabalhar fazendo registros de povos indígenas por todo o Brasil.

Atualmente trabalha com a Associação Iakiô (associação indígena do povo Panará), localizada no Mato Grosso. Também mantém um fluxo de trabalho fotográfico constante com os povos Xavante – aldeia Santa Cruz de Ripá (MT), T.I. Pimentel Barbosa, e Krahô – aldeia Manoel Alves (TO), registrando seus rituais e festas tradicionais a convite das comunidades sempre que possível. Anualmente colabora também com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) documentando as edições do Acampamento Terra Livre (ATL), Marcha das Mulheres Indígenas, e outros movimentos políticos indígenas que acontecem em Brasília (DF).

SERVIÇO

Exposição Fotográfica Povo Fulni-ô – Entre a Caatinga e o Cerrado, de Raissa Azeredo

Quando:  até 15 de dezembro, com visitação de segunda a sexta-feira, das 09h às 19h

Onde: Espaço Cultural Pátio das Comissões – Hall de Entrada da CLDF (Térreo Superior – TS)
Quanto: Entrada Franca
Classificação: Livre


 

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