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Frio traz alerta de doenças respiratórias em crianças

Baixas temperaturas elevam os riscos de infecções e exigem atenção redobrada dos responsáveis

Por ETC Comunicação
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Frio traz alerta de doenças respiratórias em crianças

Com a chegada do inverno, aumentam os registros de infecções respiratórias em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, crianças com menos de 5 anos estão entre os grupos mais vulneráveis, junto a idosos e pessoas imunossuprimidas.

O boletim InfoGripe, divulgado em junho pela Fiocruz, revela que 18 das 27 unidades federativas apresentaram um aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com destaque para o vírus sincicial respiratório (VSR) como principal agente entre as crianças.

Já entre os idosos, a influenza A lidera como principal causa de hospitalização e mortalidade. Em algumas regiões, como o Centro-Oeste e parte do Sudeste, os dados apontam uma estabilização ou leve queda nos casos, embora o número de internações ainda seja considerado alto.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) explica que o frio não causa diretamente as infecções, mas contribui para a disseminação dos vírus ao favorecer o confinamento em locais fechados e pouco ventilados.

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Nessas condições, o contato próximo entre as pessoas, como em creches e escolas, aumenta as chances de contágio. Além disso, o tempo seco dificulta a dispersão de poluentes no ar, o que agrava quadros de asma, rinite e outras condições respiratórias.

De acordo com informações da Rede D’or, os problemas respiratórios mais comuns durante a infância são bronquite, rinite, asma, sinusite, bronquiolite viral aguda e pneumonia. A maior suscetibilidade das crianças, sobretudo menores de 2 anos, está relacionada ao sistema imunológico em desenvolvimento e à vacinação ainda incompleta.

Por isso, a melhor prevenção é manter o calendário vacinal atualizado. Também é preciso estar atento a possíveis sintomas, como tosse, congestão nasal e dor de garganta para procurar um especialista em pneumologia pediátrica se necessário.

Saiba como diferenciar gripe e resfriado

Em períodos de maior circulação de vírus respiratórios, crianças em idade escolar tendem a apresentar infecções nas vias aéreas superiores. A otorrinolaringologista da Sociedade Baiana de Pediatria (Sobape), Nayara Lacerda, afirma que algumas chegam a ter de sete a dez episódios por ano, especialmente nos meses mais frios.

Entre os quadros mais comuns, gripe e resfriado ainda geram confusão entre pais e responsáveis. Lacerda explica que a gripe é provocada pelo vírus influenza, tipos A ou B, e costuma causar febre alta, dor de garganta, dor muscular, dor de cabeça, tosse seca e coriza.

Ela ressalta que esses sintomas podem durar até duas semanas e que a febre costuma ficar elevada por cerca de três dias. Em alguns casos, há risco de complicações graves, como pneumonia, o que pode demandar internação.

Já o resfriado tem outra origem viral, geralmente parainfluenza, rinovírus ou o vírus sincicial respiratório (VSR), e apresenta sintomas mais leves, como congestão nasal, febre baixa, dor no corpo, tosse e dor de garganta moderada. Os sintomas duram, em média, quatro dias.

O diagnóstico costuma ser clínico, com base nos sinais observados durante a consulta médica. “Os resultados dos testes específicos para determinação dos vírus demoram alguns dias, não sendo obtidos, portanto, na fase aguda da infecção”, explica a médica, que acrescenta que os exames de imagem, como o Raio X e o exame de ressonância magnética, não costumam fazer parte da rotina diagnóstica.

A SBP esclarece que, na maior parte dos casos, a infecção é combatida pelo próprio sistema imunológico. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, com repouso, boa hidratação e medicamentos, como analgésicos ou antitérmicos, para controle da febre. Antivirais são recomendados apenas em determinadas situações, como quadros graves ou em pacientes com maior risco de complicação.

Cuidados simples podem ajudar na prevenção

Além da vacinação, oferecida gratuitamente nos postos de saúde, há medidas que podem ser tomadas para evitar as doenças respiratórias. De acordo com a SBP, o contágio por vírus ocorre principalmente por gotículas de saliva ou secreções, o que exige atenção redobrada à higiene.

Lavar bem as mãos com água e sabão ou álcool em gel, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e evitar locais fechados ou com aglomeração são cuidados que devem ser adotados no dia a dia.

Também estão entre as práticas recomendadas manter os ambientes ventilados, garantir boa hidratação, oferecer alimentação equilibrada e vestir roupas adequadas às baixas temperaturas.

O uso de máscaras também pode ser considerado em situações de maior risco ou contato com pessoas doentes. Em caso de sintomas mais intensos, a orientação do Ministério da Saúde é buscar atendimento médico.

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