A música contemporânea da Bahia ganha um marco histórico com o lançamento do primeiro LP oficial do selo Receba (www.instagram.com/receba.
O selo Receba foi idealizado por Inspector C e Luciano Kalatalo, que assinam a curadoria e a produção musical e executiva deste lançamento. A tiragem é limitada, reforçando a ideia de um lançamento acessível, porém especial. A venda será feita principalmente em mãos, durante shows e festas, onde a circulação do LP se conecta diretamente com o público que vive essa cena. Outras formas de aquisição serão anunciadas pelo selo através de suas redes sociais.
O disco conta com oito faixas com produção e participação de artistas de Salvador e do interior da Bahia, além da artista convidada Doralyce, de Recife. Essa união amplia o diálogo entre estados do Nordeste e destaca a sonoridade que hoje impulsiona festas, paredões, pistas alternativas e eventos independentes.
“A gente queria materializar esse momento que a Bahia está vivendo. Esse vinil é sobre presença, sobre som de rua, sobre a novidade que nasce aqui e reverbera. Não é sobre hype digital – é sobre identidade”, afirma Inspector C.
Playlist Brazilian DJ Kicks #1 :
https://open.spotify.com/
ecn2l-RvRw
1. RAFA CHAGAS & FELLA BROWN – Metendo Dança
A parceria entre Rafa Chagas e o produtor Fella Brown é um dos encontros mais fortes da cena baiana recente, misturando arrocha, pop e ritmos regionais. Juntos, assinam hits como “Quebrou o maloqueiro” e “Seu beijo é tão bom”, que somam mais de 100 milhões de visualizações no TikTok. Com 10 anos de carreira, Rafa é também compositor gravado por nomes como Léo Santana, Marília Mendonça, Sorriso Maroto, Thiaguinho e Harmonia do Samba, consolidando seu nome no repertório nacional.
2. EMIJOTA & ORIGINAL MÉLAH – Kiribam
O cantor, compositor e instrumentista baiano Emijota com sua banda Original Mélah trazem uma sonoridade que passeia pelos ritmos dançantes do Norte e Nordeste com fortes elementos eletrônicos. Emijota & Original Mélah são sinônimo de pista cheia, com um som pensado para fazer o corpo dançar.
3. TRAPFUNK & ALIVIO – Passinho da Xhina
Direto do Nordeste de Amaralina, o coletivo TrapFunk & Alivio (MC Sagat, DJ Allex e MannoLipe) é referência na fusão de trap, funk brasileiro, dancehall e r&b. Eles representam a juventude periférica baiana com letras que retratam o cotidiano das quebradas, batidas dançantes e uma estética sonora inovadora. Desde o álbum Alívio
(2016), o grupo vem ampliando sua influência e ajudando a consolidar o trapfunk como linguagem própria das periferias.
4. TÍCIA – Salcity
Nascida na Cidade Baixa, em Salvador, Tícia é cantora e compositora que traz a capital baiana para o centro da narrativa. Em “Salcity”, ela mistura pagodão, espiritualidade e observação crítica da cidade, saudando orixás e mostrando as contradições de Salvador. Com produção de Rafael Tudesco e Felipe Pomar, a faixa e seu clipe apresentam uma Salvador jovem, negra, de favela em favela, em constante movimento.
5. EHLY – Nos teus olhos
Ehly é um artista brasileiro contemporâneo que vem ganhando espaço com uma estética sensível e visualmente marcante. Em “Nos teus olhos” (2024), criada em parceria com produtores como Felipe Pomar e Natalia Sena e com animação de Frederico Amazonas, Ehly trabalha temas de amor, conexão e eternidade. Atuante em plataformas como TikTok e YouTube, ele constrói uma relação direta com o público através de conteúdos musicais e visuais de forte carga emocional.
6. DORALYCE – Saborzinho do verão
Pernambucana de Recife, criada entre Olinda e a Zona da Mata, Doralyce é cantora, compositora e performer que mistura frevo, funk, tecnobrega, samba e pop eletrônico com um discurso político afiado. Autora de músicas como “Miss Beleza Universal”, ela faz da pista de dança um espaço de afirmação do feminismo negro, da liberdade sexual e do enfrentamento ao racismo e ao patriarcado. Em “Saborzinho do verão”, Doralyce celebra prazer, corpo e revolução ao mesmo tempo.
7. ROÇA SOUND feat. HIRAN – Malemolência
De Feira de Santana, o coletivo Roça Sound leva para o som a mistura de rap, reggae, arrocha e Bahia Bass, com letras que retratam a vida nas periferias e a força dos interiores nordestinos. Em “Malemolência”, o grupo se une a Hiran, rapper e cantor de Alagoinhas reconhecido como um dos principais nomes do rap queer brasileiro, apadrinhado por Caetano Veloso e parceiro de artistas como Glória Groove e Baco Exu do Blues. Juntos, sintetizam diversidade, representatividade e balanço.
8. BAGUM feat. VANDAL – Bikinih & cerolh
A banda Bagum se junta a Vandal numa faixa que cruza trap, pagodão, rock e o universo do trapfunk soteropolitano. Com instrumental de banda (guitarra, baixo e bateria) e produção de Tiago Simões, “Bikinih & cerolh” cria um clima melancólico e, ao mesmo tempo, corporal — bem dentro da ideia de “alívio” entre dor e pista de dança. A escrita “torta” e cheia de gíria, marca registrada de Vandal, reforça a oralidade e o sotaque de Salvador, transformando a canção em um hino afetivo das ruas.
Lançamento em Brasília do LP Brazilian DJ Kicks #1
11 de dezembro, às 19h, dentro do evento Beira Vinil: Beirute Norte (107 Norte, bloco D). Discotecagem com Rodrigo Barata, Pedro Sassi, Luciano Kalatalo e Pedro Brandt. Acesso gratuito.

