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O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília recebe temporada da Cia. Dos à Deux com o espetáculo CONFUZO (está escurecendo dentro de mim)

De texto e direção assinados por André Curti e Artur Luanda Ribeiro, a peça reflete sobre o corpo que resiste e o desejo de pertencimento em um tempo em colapso total

Por ETC Comunicação
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O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília recebe temporada da Cia. Dos à Deux com o espetáculo CONFUZO (está escurecendo dentro de mim)

(CONFUZO foto: Victor Pollak)

Com narrativa visual impactante, ator em cena pedala em uma bicicleta que gera energia para abastecer a própria luz do espetáculo

Conhecida internacionalmente por seu trabalho de teatro gestual e visual, a Cia. Dos à Deux explora pela primeira vez a palavra em cena em CONFUZO (está escurecendo dentro de mim), que estreou no Rio de Janeiro, cumpriu temporada em São Paulo e chega ao CCBB Brasília em 22 de outubro.

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O espetáculo fica em cartaz até 8 de novembro, com apresentações de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 16h30 e 20h. Haverá ainda duas sessões extras nos dias 28 de outubro, às 20h, e 2 de novembro, às 18h. Não haverá sessão no dia 1º de novembro (domingo). Em paralelo à temporada, a companhia lança o documentário O Gesto Entre Nós, em sessões de estreia nos dias 24 e 31 de outubro, e 7 novembro, sempre às 16h30 e no Cinema do CCBB, e a dupla de diretores ministra uma palestra, com entrada franca, dia 5 de novembro, no Teatro, às 17h.

Com direção, dramaturgia, cenografia e performance de André Curti e Artur Luanda Ribeiro, o texto inédito de CONFUZO nasce do gesto e retorna a ele, não como explicação, mas como matéria poética, fricção e pensamento encarnado. A encenação articula teatro gestual, palavra, luz, som e artes visuais, criando uma experiência sensorial e simbólica em que o escurecimento não representa o fim, mas o início de outra forma de ver, de dizer e de existir.

Além disso, a tecnologia também se torna dramaturgia: em cena, Artur Luanda Ribeiro pedala em uma bicicleta que gera energia para abastecer a própria iluminação da peça. “O corpo funciona como usina, o cansaço transforma-se em matéria cênica. A luz nunca é plena ou estável — é intermitente, precária, vulnerável. Uma luz que pode falhar a qualquer instante, como falha o fôlego, como falha a esperança. Ao tornar visível o custo físico da iluminação, o espetáculo explicita aquilo que normalmente permanece oculto: o esforço humano necessário para manter o mundo – e a si próprio – aceso”, define o criador.

Na trama, o Homem-Árvore insiste em lançar raízes sobre um solo que o rejeita. Sua existência desafia um mundo que decide quem pode ou não pertencer. Ao seu lado, o Homem-Luz pedala sem descanso uma bicicleta que produz a energia elétrica da própria cena. Cada volta mantém a luz acesa. Cada volta também o esgota. Enquanto ilumina o mundo, escurece por dentro. Sua luz torna-se, ao mesmo tempo, potência e desgaste, sobrevivência e sacrifício. CONFUZO (está escurecendo dentro de mim) é uma fábula contemporânea sobre o corpo que resiste e sobre o desejo de pertencimento em um tempo de colapso social, ambiental e emocional.

A encenação

 

A imagem desse Homem-Árvore, deslocada do solo, torna-se o

símbolo central do espetáculo. “Ela representa o humano contemporâneo — suspenso entre o desejo de enraizar-se e a impossibilidade de permanecer. É um corpo em

exílio, que tenta sustentar o peso da memória sem perder o equilíbrio diante de um mundo em constante movimento. A árvore cresce onde não deve, e se torna o retrato da condição humana — bela, frágil, deslocada”, revela André Curti.

“Metaforicamente, para mim, carregar a árvore é carregar aquilo que insiste em crescer dentro da gente: memória, tempo, desejo, raízes, perdas. Em muitos momentos sinto o peso físico dela como o peso das próprias escolhas e das histórias que atravessamos sem perceber. É quase como transportar um mundo inteiro nas

costas. No espetáculo, essa árvore leva o personagem à exclusão da sociedade, apontado como ‘o diferente’, o ‘não pertencente’ e, portanto, proibido de se enraizar, mesmo sendo dessa terra como todos os outros”, acrescenta.

E sobre a figura do Homem-luz, Artur Luanda Ribeiro comenta: “Existe algo profundamente pessoal no fato de a luz depender do meu próprio movimento, porque muitas vezes tenho a sensação de que também sigo pedalando na vida para que

certas luzes não se apaguem — dentro de mim, no trabalho, nos afetos, na criação. O corpo acaba revelando aquilo que as palavras nem sempre conseguem dizer: o desgaste, a insistência, a fragilidade e, ao mesmo tempo, a vontade de continuar. O Homem-Luz me atravessa justamente por isso. Ele transforma em imagem uma sensação que conheço intimamente: a de que parar às vezes parece impossível. E talvez a própria dramaturgia tenha nascido daí — desse lugar onde esforço,

resistência e escuridão interior convivem o tempo todo”. Já a música, assinada por Federico Puppi, também é trançada organicamente ao movimento, à palavra e à luz.

Documentário “O Gesto entre Nós”

 

A temporada da peça contará também com as primeiras exibições do documentário O Gesto entre Nós, dirigido por Roberto Bomtempo e produzido pelo Canal Curta! e Matizar Filmes. O filme acompanha a vida e a obra de André Curti e

Artur Luanda Ribeiro, fundadores da Cia. Dos à Deux, entrelaçando a história de amor do casal e sua trajetória profissional.

Desde a criação da companhia, os artistas fazem da câmera uma companheira, registrando suas vidas, deslocamentos pelo mundo e processos criativos. Esse acervo íntimo, construído ao longo de 28 anos de ensaios e turnês, reúne arte e amor dentro e fora do palco e se soma a entrevistas para contar a história do premiado casal.

Oficina  “A Utopia da Pesquisa”

Conduzida pelos diretores André Curti e Artur Luanda Ribeiro, o encontro com o público tem por objetivo desvendar, questionar, descobrir as diferentes direções e fundamentos da pesquisa cênica da companhia. Entre os diversos pontos a serem abordados, utilizando suporte audiovisual estão: A musicalidade do movimento; A cenografia como fio condutor estético; O corpo-objeto; A dramaturgia visual; Iluminação como dramaturgia; e O corpo/boneco.

Sobre a Cia. Dos à Deux

Com 28 anos de trajetória, a Cia. Dos à Deux já se apresentou em mais de 50 países e mantém hoje sua sede no Rio de Janeiro, onde desenvolve também ações formativas e residências artísticas.

Fundada em Paris, em 1998, por André Curti e Artur Luanda Ribeiro, a Cia. nasceu de uma pesquisa inspirada na obra “Esperando Godot”, de Samuel Beckett. Descobertos no Festival de Avignon, os artistas conquistaram reconhecimento internacional apresentando suas criações mundo afora. Em 2015, após duas décadas na França, retornaram ao Brasil e criaram o Espaço Dos à Deux, na Glória, RJ — um casarão de 1846, restaurado pelos artistas e transformado em centro de criação, residência e formação artística.

Ficha técnica:

Patrocínio: Banco do Brasil | Realização: Governo do Brasil e Centro Cultural Banco do Brasil | Texto, dramaturgia, cenografia, direção e performance: André Curti e Artur Luanda Ribeiro | Música Original e Sound design: Federico Puppi | Desenho de luz

/iluminação: Artur Luanda Ribeiro | Figurino: Karen Brusttolin | Cenotecnia (engenharia poética) e objetos insólitos: Dodô Giovanetti | Pesquisa – Projeto de Engenharia Elétrica / Poética (Bicicleta): Dodô Giovanetti, André Batistela, Robson de Souza Nascimento e Artur Luanda Ribeiro | Realização do projeto da engenharia elétrica / poética: André Batistela | Assistente de Figurino: Maïa Flores | Alfaiate: Leonardo Ramos | Costureira Cenário: Rizo | Aderecista: Gabriel Barros | LAPE | Direção de Palco de Contrarregragem: Dodô Giovanetti | Operação de Som: Tiago Rodrigues e André Menezes | Mídias Sociais: Nathalia Alves | Fotografia: Renato Mangolin e Victor Pollak | Programação Visual: Thiago Ristow | Assessoria de Imprensa: Território Comunicação | Produção Local: DECA Produções | Produtor Executivo: Fernando Queiroz | Direção de produção: Silvio Batistela | Financeiro: Alex Nunes | Idealização e Coordenação Geral: Cia Dos à Deux

Sinopse:

CONFUZO (está escurecendo dentro de mim)

Dois corpos atravessam um mundo em colapso — um mundo onde a diferença se transforma em fronteira, onde pertencer, para alguns, tornou-se proibido, onde existir pode ser julgado e onde até o direito de criar raízes precisa ser defendido. Entre luz e escuridão, movimento e exaustão, surge o Homem-Árvore, que insiste em fincar raízes em um solo que o rejeita, e o Homem-Luz, que pedala sem parar para manter acesa uma existência ameaçada de apagamento. Juntos, atravessam um território instável, onde luz e sombra, matéria e imaginação, absurdo, sonho e realidade coexistem em permanente tensão.

Acessibilidade CCBB

A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.

A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.

Horários da van, de quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h; CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30

O CCBB Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.

Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

Serviço:

Espetáculo: CONFUZO (está escurecendo dentro de mim) – Cia. Dos à Deux

Gênero: Teatro Visual

Local: Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves

Temporada: de 22 de outubro a 8 de novembro de 2026

Dias e horários: quinta a sábado, às 20h; domingos, às 16h30 e às 20h. Sessões extras nos dias 28 de outubro, às 20h, e 2 de novembro, às 18h. Não haverá sessão às 16h30 no dia 1º de novembro (domingo)

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada), disponíveis no site bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília

Duração: 65 minutos

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos

Serviço:

Documentário: O Gesto entre Nós Gênero: Teatro e LGBTQIAPN+ Local: Cinema do CCBB Brasília

Sessões: sábados, 24 e 31 de outubro e 7 de novembro de 2026, às 16h30 Ingressos: entrada franca, com retirada de ingresso, na bilheteria ou nos totens, a partir de uma hora antes de cada sessão

Duração: 103 minutos

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos

Serviço:

Oficina: A Utopia da Pesquisa

Local: Teatro do CCBB Brasília

Dia e horário: quinta-feira, 5 de novembro, das 14h às 17h

Público-alvo: estudantes, professores e artistas de instituições públicas de ensino, pesquisadores do corpo e das artes cênicas, atores, bailarinos, performers, diretores, artistas visuais, marionetistas, iluminadores, cenógrafos, artistas circenses, entusiastas.

Ingressos: entrada franca, com retirada de ingresso, na bilheteria ou nos totens, a partir de uma hora antes do início da palestra

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 17 anos

Acessibilidade: a palestra contará com interprete de Libras

 

CCBB Brasília: aberto de terça a domingo, das 9h às 21h

Informações: fone: (61) 3108-7600 | e-mail: ccbbdf@bb.com.br | site/

ccbb.com.br/brasilia | Instagram/ @ccbbbrasilia | Tiktok/ @ccbbcultura | YouTube/ Bancodobrasil

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