(Créditos: ArLawKa AungTun / iStock)
O financiamento de um automóvel é uma forma de crédito em que o banco ou a financeira disponibiliza o valor para a compra, e o cliente paga essa quantia em parcelas. Embora pareça simples, o processo envolve juros, tributos e tarifas que influenciam diretamente quanto será desembolsado ao final do contrato.
Como funciona o financiamento de automóveis
O modelo mais comum é o CDC (Crédito Direto ao Consumidor). Nesse formato, como explicado pelo UOL, em sua cobertura sobre mercado automotivo, o cliente recebe o carro imediatamente, mas o bem fica como garantia da dívida. As taxas de juros geralmente são fixadas no momento da contratação e não mudam durante o período do financiamento.
Além dos juros, existem despesas adicionais que compõem o pagamento total. De acordo com o site 365 Finanças, podem existir tarifas administrativas, custos de registro no órgão de trânsito e seguros vinculados ao contrato.
Principais encargos em um financiamento
Juros
A taxa de juros é o principal componente das parcelas. Segundo levantamentos citados pelo portal iDinheiro, a média mensal praticada no crédito automotivo é próxima de 2,25%, o que representa cerca de 28% ao ano.
Essa taxa pode variar conforme a instituição financeira, o valor financiado, a entrada e o prazo. Além disso, de acordo com a Quatro Rodas, os períodos de juros altos no país pressionam diretamente o custo do financiamento.
IOF
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é obrigatório em operações de crédito. De acordo com a BV Financeira, ele é aplicado de duas formas:
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0,38% sobre o valor total financiado, cobrado uma única vez;
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0,0082% ao dia sobre o saldo devedor enquanto a dívida estiver ativa.
Esses valores, quando somados ao longo de meses ou anos, influenciam significativamente o total pago.
Outras tarifas e seguros
Além dos juros e do IOF, podem ser cobrados:
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tarifas de abertura ou manutenção do contrato, conforme explica o portal 365 Finanças;
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taxas de registro da alienação fiduciária no Detran;
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seguro prestamista ou de proteção financeira, quando contratado.
Esses itens não são necessariamente obrigatórios em todos os financiamentos, mas frequentemente aparecem nos contratos.
Custo Efetivo Total (CET): o valor real do financiamento
O CET (Custo Efetivo Total) é o indicador que reúne todos os encargos da operação: juros, IOF, tarifas, seguros e outras despesas previstas. O Banco Central, por meio da Resolução nº 3.517/2007, determina que o CET deve ser informado obrigatoriamente ao consumidor antes da contratação.
De acordo com a Proteste, associação de defesa do consumidor, comparar financiamentos apenas pela taxa de juros é um erro comum. O CET é o dado que realmente mostra o custo final, e, segundo a entidade, diferenças entre propostas podem representar milhares de reais de economia ou prejuízo ao longo dos anos.
Ainda, ferramentas digitais podem ajudar nessa etapa. Utilizar recursos para simular financiamento de carro permite visualizar quanto será pago ao final e facilita a comparação entre diferentes propostas, auxiliando o consumidor a tomar uma decisão mais consciente.
Por que considerar todos os custos
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Um financiamento com juros aparentemente baixos pode ter um CET elevado, devido a tarifas ou seguros adicionais.
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Uma entrada maior reduz o valor financiado e, portanto, diminui o impacto de IOF e juros no total a pagar.
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Comparar diferentes ofertas ajuda a evitar a contratação de opções mais caras sem que o comprador perceba.
Logo, financiar um carro envolve mais do que apenas assumir parcelas mensais. Juros, IOF, tarifas administrativas e seguros compõem o valor final da operação e, juntos, formam o Custo Efetivo Total (CET), a informação mais importante para avaliar se o financiamento cabe no orçamento.
