Misturar o dinheiro da empresa com as despesas pessoais é um erro muito comum entre empresários, especialmente nos pequenos negócios. Apesar de parecer prático no dia a dia, essa prática pode trazer problemas financeiros e fiscais sérios, além de dificultar o crescimento da empresa.
A empresa tem seu próprio dinheiro, separado do patrimônio do sócio. Quando contas pessoais são pagas com recursos da empresa, ou quando o faturamento cai direto na conta do empresário, fica difícil saber se o negócio realmente dá lucro. Além disso, esse tipo de movimentação pode chamar a atenção da Receita Federal, que cruza informações bancárias e declarações, aumentando o risco de multas e fiscalizações. O advogado, contador e CEO da R&F Contabilidade explica que:
“Outro ponto importante é entender a diferença entre pró-labore e distribuição de lucros. O pró-labore é o “salário” do sócio pelo trabalho que ele exerce na empresa. Ele é obrigatório, tem desconto de INSS e entra como rendimento tributável no Imposto de Renda. Já a distribuição de lucros, quando feita corretamente e com apoio da contabilidade, é isenta de Imposto de Renda, sendo uma forma legal e vantajosa de retirar dinheiro da empresa.
A falta de organização também pode impactar diretamente o Imposto de Renda do empresário. Movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada são um dos principais motivos de cair na malha fina, mesmo quando não há intenção de erro.
Para evitar esses problemas, algumas práticas simples fazem toda a diferença: manter contas bancárias separadas, definir um valor fixo de pró-labore, registrar todas as entradas e saídas e contar com o acompanhamento da contabilidade.
Separar pessoa física e jurídica não é burocracia, é organização e proteção. Uma empresa financeiramente organizada toma decisões melhores, evita problemas com o Fisco e cresce de forma mais segura”, conclui.
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