A contagem regressiva para o Enem começou, e as provas vêm se aproximando a cada dia. Para muitos estudantes, especialmente para aqueles que não conseguiram manter uma rotina de estudos ao longo do ano, a sensação pode ser de ansiedade ou desespero, já que o tempo para a prova está se esgotando. Mas, apesar do prazo apertado, começar agora é muito melhor do que deixar pra depois ou desistir. Com estratégias bem definidas e foco nos conteúdos mais recorrentes, ainda dá tempo de se preparar e conquistar um bom resultado no exame.
“O que passou não pode ser recuperado, mas os próximos três meses ainda representam um tempo valioso para quem deseja se preparar. Este não é o momento de entrar em pânico, e sim de traçar um plano estratégico bem assertivo, com foco e constância. Se o estudante se organizar de forma adequada, é totalmente possível alcançar um bom desempenho na prova”, afirma Luã Marins, Diretor de Ensino da Inspira Rede de Educadores.
Pensando nisso, a Inspira separou algumas dicas para quem quer aproveitar os próximos meses até o Enem da melhor forma. Confira.
1. Estabeleça uma rotina possível e mantenha a constância
Não adianta estudar por muitas horas em um único dia e depois passar vários sem abrir o material. A regularidade é o que gera resultado e fixação dos conteúdos. Mesmo que o tempo disponível seja curto, é possível montar um cronograma simples e eficiente, com metas realistas, tempo para revisão e pausas programadas. O essencial é manter o ritmo até o dia da prova.
2. Priorize os conteúdos que mais caem
Em vez de tentar estudar todos os assuntos do edital, concentre-se nos temas com maior incidência nas provas anteriores. Essa priorização ajuda a otimizar o tempo e aumenta as chances de acerto.
“Na área de Linguagens, por exemplo, interpretação texto é garantido em todas as edições. Em Ciências Humanas, são frequentes temas como meio ambiente, cidadania, democracia e desigualdade social. Já em Matemática, funções, gráficos, porcentagem e razão estão entre os tópicos mais cobrados. Em Ciências da Natureza, há muitas questões interdisciplinares com foco em ecologia, saúde e tecnologia”, destaca Luã.
3. Faça provas anteriores e simulados disponíveis
Uma das formas mais eficazes de se preparar para o Enem é resolver provas de edições anteriores e fazer simulados com regularidade. Essa prática permite que o estudante compreenda a lógica da prova, identifique os tipos de questões mais comuns e desenvolva estratégias para lidar com o tempo, que é um dos grandes desafios do exame.
Além disso, fazer simulados ajuda a medir o progresso ao longo dos estudos – e há alguns disponíveis gratuitamente na internet. A cada nova tentativa, é possível observar quais conteúdos estão mais consolidados e quais ainda precisam de reforço. Mais importante do que a nota obtida é a análise dos erros: entender o motivo de ter errado determinada questão, revisar o conteúdo relacionado e refazer a pergunta de diferentes formas são etapas fundamentais para a aprendizagem.
4. Redação toda semana, sem exceção
A redação tem peso alto na nota final e, diferentemente de outras áreas, não depende apenas de conhecimento teórico: exige prática e domínio da estrutura do texto. Escrever uma por semana já é um bom começo. O estudante deve seguir o modelo dissertativo-argumentativo, respeitar os critérios exigidos e, sempre que possível, pedir que alguém corrija ou compare com redações nota 1000.
5. Cultura como ferramenta de estudo e bem-estar
Uma dica não só para a redação do Enem como para as provas dos vestibulares, é ampliar o repertório cultural. Filmes, músicas, podcasts e exposições são ferramentas estratégicas e não apenas enriquecem a redação com conteúdo legitimado, como também ampliam a capacidade crítica dos alunos e fortalecem competências exigidas em todas as áreas do conhecimento.
Além de sua utilidade acadêmica, o repertório cultural também contribui para o equilíbrio emocional dos estudantes. Atividades como: ouvir música, assistir a um filme ou visitar uma exposição funcionam como pausas produtivas, que aliviam o estresse e estimulam o prazer pelo conhecimento. Em um momento de grande pressão, manter o bem-estar mental é tão importante quanto revisitar conteúdos, e os elementos culturais podem ser aliados valiosos nesse processo.
“Usufruir de repertórios culturais na redação pode ser um diferencial decisivo. Mas é preciso saber como aplicá-los. Apenas citar uma obra no texto, por exemplo, não garante pontos: é essencial que ela dialogue diretamente com o tema proposto e sustente o argumento central. Há muito mais peso quando tudo fica bem articulado ao tema. Por isso, é necessário contextualizar a referência, mostrar sua relevância e conectá-la de forma crítica ao argumento”, finaliza o educador.
