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O Bê a Bá do Berimbau leva tradição afro-indígena e capoeira a escolas públicas do DF; confira o cronograma da turnê

Com 16 apresentações gratuitas em oito regiões administrativas, espetáculo do Bando Matilha Capoeira une manifestações populares, dança e ancestralidade para complementar o aprendizado de estudantes da rede pública.

Por ETC Comunicação
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O Bê a Bá do Berimbau leva tradição afro-indígena e capoeira a escolas públicas do DF; confira o cronograma da turnê

Conectar os estudantes aos saberes ancestrais e reafirmar a identidade afro-indígena no ambiente escolar. Essa é a proposta da segunda temporada de “O Bê a Bá do Berimbau”, espetáculo que estreia em 28 de outubro, concebido pelo grupo Bando Matilha Capoeira, originário do Gama. Ao longo dos meses de outubro e novembro de 2026, o projeto, que conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e com o apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, circula por oito Regiões Administrativas do Distrito Federal com 16 apresentações gratuitas voltadas para a comunidade escolar.

Criado em 2019, o projeto utiliza a matriz da cultura brasileira para discutir a formação do povo brasileiro por meio da tradição oral, dos ritmos e dos movimentos da capoeira. Na montagem, o público é convidado a mergulhar em expressões tradicionais como o Maculelê, a Puxada de Rede, a Dança do Bastão e a tradicional Roda de Capoeira.

O espetáculo tem concepção e direção do Contramestre Tá Ligado (Thalisson Marinho), que conduz as atividades do grupo há mais de duas décadas no CED 06, no Setor Leste do Gama. Ele enfatiza o papel da montagem em aproximar a juventude de heróis e narrativas historicamente invisibilizados:

“A história do Brasil vai além dos livros didáticos. Ela vive na oralidade, nos corpos, nos cantos e nos saberes transmitidos por gerações de mestres e mestras. Com O Bê a Bá do Berimbau, queremos convidar estudantes e educadores a refletirem sobre as histórias que foram silenciadas e o protagonismo dos povos afro-indígenas na construção do nosso país. Por meio da capoeira, o espetáculo valoriza a ancestralidade, a resistência e os saberes que formam a essência da nossa brasilidade e a potência cultural das periferias do Brasil”, destaca Thalisson Marinho.

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Arte, memória e ancestralidade em sala de aula

 

Após circular por cinco escolas do Gama em sua primeira temporada e passar por palcos de estados como Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais, o projeto retorna reformulado. O Bando Matilha Capoeira acumula reconhecimentos importantes: é condecorado com o título de Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura, agraciado com o Prêmio Paulo Freire de educação e contemplado com o Prêmio de Culturas Populares pela Secretaria de Cultura.

Para a produtora pedagógica do projeto, Alice Souza, o diálogo direto entre o espetáculo e a sala de aula:

“A presença de espetáculos como este nas escolas do Distrito Federal é fundamental como complemento ao currículo pedagógico, pois a cultura do nosso país reflete diretamente nossa identidade. Um povo que conhece sua história encontra o caminho certo a seguir”, aponta Alice Souza.

A montagem conta com produção da Professora Mística (Érica Galvão), capoeirista que também integra o elenco artístico e soma duas décadas dedicadas à modalidade:

“Após 20 anos dedicados à capoeira, testemunhei muitas vidas transformadas por essa arte, reconhecida como patrimônio brasileiro. Para nós, é uma grande honra compartilhar com esta nova geração de estudantes a verdadeira cultura do Brasil”, complementa Érica Galvão.

O projeto conta ainda com identidade visual assinada pela Monitora Formada Neblina (Ruth Emanuelly), inspirada nas máscaras dos povos Suku, de Angola e do Congo. Na tradição Suku, as máscaras exercem papel social e espiritual profundo em prol da linhagem, posicionando a figura feminina como símbolo de fertilidade, saúde e continuidade comunitária.

Apresentações

As sessões acontecem sempre em dois turnos nas instituições de ensino selecionadas: às 10h e às 14h, com estreia em 28 de outubro. Confira o roteiro da circulação:

  • 28/10 – Escola Classe 07 – Planaltina

  • 05/11 – CEF Nova Betânia – São Sebastião

  • 11/11 – Escola Classe Kanegae – Riacho Fundo 1

  • 13/11 – Centro de Ensino Especial 01 – Santa Maria

  • 17/11 – Centro de Ensino Fundamental 405 – Recanto das Emas

  • 18/11 – Centro Educacional 06 – Gama

  • 24/11 –Escola Classe 03 – Brazlândia

  • 27/11 – Escola Cora Coralina – Paranoá

 

SERVIÇO –  “O Bê a Bá do Berimbau” — Temporada Escolas DF

  • Período: De 28 de outubro a 27 de novembro de 2026

  • Horários das apresentações: Sempre às 10h e às 14h

  • Locais: Escolas públicas de Planaltina, Brazlândia, Riacho Fundo 1, São Sebastião, Santa Maria, Recanto das Emas, Gama e Paranoá

  • Entrada: Gratuita (voltada à comunidade escolar)

  • Ficha Técnica e Realização: Bando Matilha Capoeira e Matriz Produção Cultural

  • Fomento: Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (FAC-DF).

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