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Deputado distrital Max Maciel lança romance “Filhos do Pó Vermelho” no Paradeiro

Obra inspirada em histórias reais da periferia do DF aborda desigualdade, juventude, resistência e o poder transformador da educação

Por ETC Comunicação
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Deputado distrital Max Maciel lança romance “Filhos do Pó Vermelho” no Paradeiro

No próximo dia 10 de junho, o deputado distrital, ativista social e pedagogo Max Maciel lança, no Paradeiro (309 Norte), às 18h, o livro Filhos do Pó Vermelho (Avá Editora), romance que mergulha nas vivências das periferias do Distrito Federal para retratar, com sensibilidade e contundência, as marcas da desigualdade social, da violência urbana e das múltiplas formas de resistência construídas diariamente nas quebradas.

 

Nascido e criado em Ceilândia, Max Maciel construiu sua trajetória política e social a partir do trabalho com juventudes periféricas e da defesa do direito à cidade. Pedagogo e especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça pela Universidade de Brasília (UnB), foi membro do Conselho Nacional da Juventude e do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal. Em 2022, foi eleito deputado distrital com 35.758 votos. Atualmente, preside a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa do DF, atuando em pautas ligadas à redução das vulnerabilidades sociais e ao acesso à cidade.

 

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Agora, Max estreia na literatura com uma narrativa ficcional profundamente atravessada pelas histórias reais que ouviu e vivenciou ao longo de mais de uma década de atuação social.

 

Ambientado em Nova Alvorada, periferia fictícia do Distrito Federal, Filhos do Pó Vermelho acompanha a trajetória de Jonas, jovem que cresce entre a poeira, a lama, o trabalho informal, a violência policial e a ausência histórica do Estado. Ao mesmo tempo em que enfrenta as durezas da sobrevivência, Jonas encontra nos livros e na educação uma possibilidade de ruptura e transformação.

 

A obra traz capítulos curtos que misturam cenas cotidianas com reflexões sobre política, luta de classes, racismo estrutural e consciência social, incorporando referências do rap nacional e da cultura periférica para construir a atmosfera da narrativa.

 

“O livro nasce da escuta, da observação, da experiência de só quem é de lá para saber o que acontece”, escreve a ativista e ex-deputada federal Áurea Carolina no prefácio da obra.

Inspirado em vivências reais reunidas por Max Maciel ao longo de anos de atuação social em Ceilândia, o romance é uma homenagem às potências criativas das periferias e aos processos de transformação coletiva promovidos pela arte e pela cultura. Segundo o autor, a obra nasceu justamente das histórias acumuladas durante essas experiências e observações ao longo dos anos.

“Esse livro nasceu das histórias que ouvi durante muitos anos dedicados ao trabalho social. Histórias de mães, trabalhadores, jovens, artistas, pessoas que enfrentavam a violência e a ausência do Estado, mas ainda encontravam força para sonhar. São trajetórias marcadas pelo medo e pela desigualdade, mas também pela potência transformadora da arte, da cultura e dos encontros coletivos. ‘Filhos do Pó Vermelho’ é uma homenagem à resistência cotidiana das periferias”, afirma o autor.

Ao longo do romance, Max Maciel constrói personagens atravessados por afetos, perdas e escolhas difíceis. Dona Maria, mãe do protagonista, simboliza a resistência cotidiana das mulheres periféricas. Lia representa o sonho da universidade como ferramenta de mudança. Já Jonas encarna milhares de jovens que precisam conciliar trabalho, estudo e sobrevivência em territórios marcados pela exclusão.

 

Com ilustrações de Anne Mendes e texto de quarta capa assinado pela historiadora e professora Ana Flávia Magalhães Pinto, o livro também dialoga com a memória dos migrantes nordestinos que ajudaram a construir Brasília e foram empurrados para as periferias da capital.

 

Literatura periférica como denúncia e memória coletiva

 

Em diversos trechos, Filhos do Pó Vermelho transforma experiências comuns das periferias em denúncia social e memória coletiva. “Nem todo mundo nasce com o direito de errar”, diz um dos trechos do livro, ao narrar a infância de Jonas em meio à violência e à precariedade.

 

A obra também reforça o papel da educação como instrumento de emancipação. Em um dos capítulos, Jonas passa a enxergar o conhecimento como uma “faca invisível”, capaz de ajudá-lo a compreender o mundo e resistir às violências que atravessam sua trajetória.

 

Mais do que um romance, Filhos do Pó Vermelho se apresenta como um retrato sensível das periferias do Distrito Federal e das múltiplas formas de sobrevivência, afeto e organização popular que emergem desses territórios.

 

Sobre a Avá Editora

 

A AVÁ, é uma editora in(ter)dependente nascida no Recanto das Emas, periferia do Distrito Federal, que atua desde 2018 na construção de uma linha editorial singular e plural, em que as autorias são convidadas a pensar a concepção artística e a materialidade do próprio livro em todo o processo de edição. Em oito anos, a editora já materializou mais de 200 títulos, abrangendo autores do DF e de diversos estados do país. Com um corpo editorial formado majoritariamente por mulheres, a AVÁ assume uma escolha política e poética comprometida com a escuta, a coletividade e a democratização do livro e da literatura.

 

Filhos do Pó Vermelho já está em pré-venda no site da Avá Editora, com possibilidade de retirada do exemplar no dia do lançamento, durante o evento no Paradeiro.

 

Serviço

Lançamento do livro Filhos do Pó Vermelho de Max Maciel

 

Data: 10 de junho de 2026

Local: Paradeiro – Livraria, café e cozinha — 309 Norte

Horário: das 18h às 22h

Realização: Avá Editora

Ilustrações: Anne Mendes

Prefácio: Áurea Carolina

Texto de quarta capa: Ana Flávia Magalhães Pinto

Texto de orelha: Priscila Calado

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