O presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta, avalia que “o governo federal deveria “fazer sua parte na redução dos fatores que geram inflação para os brasileiros”. Segundo ele, a decisão da última sexta-feira, de adiar a redução dos gastos públicos, não beneficia a população brasileira, nem reduz a inflação. De acordo com Abritta, a alta dos juros, definida na semana passada pelo Banco Central, irá causar um impacto negativo no comércio do Distrito Federal. E o governo não reduzir gastos ainda agrava mais a situação.
“Essa decisão impacta em todo o comércio varejista. Certamente, as duas decisões combinadas (alta dos juros na quarta, e adiamento na redução de gastos públicos, anunciada na sexta), irá interferir nos resultados das vendas de final de ano, reduzindo-as. Por consequência, afetará também na geração de emprego e renda no Distrito Federal”, analisa Abritta.
Entre os desdobramentos previstos para o comércio, de acordo com a avaliação do Sindivarejista, estão a redução do poder de compra do consumidor brasiliense, o encarecimento dos crediários para compras financiadas, problemas na reposição futura de estoques pelos lojistas e ainda maior dificuldade com as imposições tributárias ao comércio varejista.
Em reunião nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou para 11,25% ao ano a Taxa Selic. Representa um aumento dos juros em 0,5%. A elevação dos juros, de acordo com o próprio Banco Central, faz parte de uma estratégia para tentar conter a inflação. “Essa fórmula, como todos sabem, afeta o consumo. E não assegura que o governo, por exemplo, cumpra sua parte reduzindo despesas, nem se adequando a um ajuste fiscal. Fica o consumidor, o empresário que gera empregos e o contribuinte de forma geral cada vez mais onerados”, acrescenta Abritta.
