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Novo romance de escritor brasiliense desvenda mistérios e absurdos da adolescência nos tempos sem computador ou internet

Nada de “brain rot”, vício telânico ou infoxicação. Charanga de Sortilégio (Editora Comala, 2025) não é apenas um romance: é um portal para um tempo onde a rua era o grande passatempo da juventude e a internet ainda era coisa rara. A trama do brasiliense Alexandre Duim se desenrola a partir de um inusitado imbróglio: a descoberta de uma “cueca mandingada” que joga um adolescente no centro de uma confusão que é ao mesmo tempo absurda e profundamente humana, abordando de maneira original e espirituosa o sincretismo religioso do povo brasileiro

Por ETC Comunicação
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Novo romance de escritor brasiliense desvenda mistérios e absurdos da adolescência nos tempos sem computador ou internet

O romance narra, com profundo mergulho na brasilidade, a jornada desse jovem, tendo como pano de fundo o final dos anos 90. O autor conduz o leitor por uma narrativa repleta de acasos, desordens e absurdos que, em sua essência, expõem muitas contradições humanas: o medo do incompreendido, a busca incessante por proteção espiritual e a inevitável comicidade da vida amorosa.

 

Em meio a questionamentos filosóficos e espirituais, a narrativa equilibra a tensão do mistério com camadas de humor ácido e regionalismo, criando uma identificação imediata com a natureza humana. A roupagem é satírica e chanchadesca, mas a emoção reside na honestidade com que aborda as crenças populares e a velocidade dos acontecimentos.

 

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“É uma história com muita ação e velocidade, mistérios e curiosidades do universo das crenças populares,” conta Duim.

 

Reconhecimento e Valorização da Obra

A experiência de leitura é intensificada pela visão de quem entende de narrativa visual. O ator, roteirista e diretor Paulo Tiefenthaler, eternizado pelo programa Larica Total (Canal Brasil) e pelo filme A Mulher do Meu Marido, assina o prefácio e comenta a obra, destacando:

 

“Um livro que, pra mim, é um filme. Perguntaram ao cineasta Humberto Mauro como ele definia o cinema, e ele respondeu ‘cinema é cachoeira’. Alexandre Duim escreve como cachoeira! Bote a sunga ou biquíni e se jogue.”

 

A edição reserva ainda um detalhe visual exclusivo: a capa é ilustrada por uma xilogravura original de Lucélia Borges, criada especialmente para o projeto em um diálogo visual potente com o universo da narrativa do romance.

 

Charanga de Sortilégio é uma obra que se propõe a fazer rir e refletir, transformando o absurdo cotidiano em arte. O livro está disponível na página da Editora Comala https://editoracomala.com.br/livro/charanga-de-sortilegio/

Sobre o autor

Alexandre Duim é cerratense. Filósofo urbano por natureza e comunicólogo por ganha-pão, no momento preferia estar comendo dobradinha e tomando um rabo de galo. Também é professor de Comunicação Social e está aprendendo a tocar zabumba. De escrita marginal e intuitiva, possui um olhar cáustico. Trama histórias galopantes, recheadas de sarcasmo, críticas sociais e alguma psicodelia.

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