Quem disse que comida japonesa combina apenas com saquê? Sashimis, frituras, pratos mais gordurosos e preparações agridoces podem ganhar novas percepções de sabor quando acompanhados pelo drinque certo. O segredo está no equilíbrio: entender as características do prato e buscar na bebida elementos que complementem ou criem um contraste agradável, sem disputar o protagonismo com a comida.
Para Leonardo Kammoun, proprietário do restaurante japonês Haná, na 408 Sul, uma boa harmonização começa pela intensidade. “Na culinária japonesa temos preparações muito delicadas e outras mais marcantes, com frituras, molhos e sabores agridoces. O drinque precisa acompanhar essas características. Em alguns casos, buscamos semelhança; em outros, o contraste ajuda a limpar o paladar e deixa a experiência mais interessante”, explica.
Sashimis: delicadeza pede equilíbrio
Para sashimis e outros preparos com peixes crus, a recomendação é evitar bebidas que se sobreponham à delicadeza dos ingredientes. Uma opção da carta do Haná é o Monte Yõtei (R$39,90), que reúne saquê, gin e Cointreau com a doçura da lichia. O perfil delicado e aromático acompanha bem preparações mais sutis, enquanto as notas cítricas ajudam a trazer frescor ao paladar.
Frituras: acidez ajuda a equilibrar
Tempurás, hot rolls e outras opções fritas podem ser acompanhados por drinques que tragam acidez e frescor para contrapor a gordura. O GT Orenji (R$39,90) aposta em notas cítricas intensas e no dulçor da laranja, resultando em uma combinação leve e aromática.
Outra possibilidade é o Haná Mule (R$39,90), preparado com saquê nacional, gengibre batido, limão, açúcar e creme à base de licor e gengibre. A presença do limão e, principalmente, o caráter picante e aromático do gengibre criam um contraponto interessante para preparações crocantes e mais gordurosas.
Preparações agridoces encontram companhia na toranja
Pratos que levam molhos agridoces pedem cuidado para que o conjunto não fique excessivamente adocicado. O Monte Haruna (R$39,90) combina gin, vermute rosado e toranja. O amargor e a acidez característicos da fruta ajudam a equilibrar o dulçor presente na comida, enquanto o perfil aromático do drinque acompanha sabores mais pronunciados.
Sabores intensos permitem drinques marcantes
Quando o prato tem maior intensidade, a bebida também pode ganhar personalidade. O Monte Fuji (R$59,90) reúne Licor 43, Campari e suco de laranja, resultando em um perfil cítrico, amargo e adocicado. A combinação pode acompanhar preparações mais encorpadas, especialmente aquelas com molhos intensos, permitindo que comida e drinque tenham presença sem que um necessariamente anule o outro.
“Não existe uma regra única. A harmonização também passa pelo gosto pessoal. Mas observar se o prato é mais delicado, gorduroso, ácido, doce ou intenso já ajuda muito na escolha. O importante é que a bebida valorize a comida e vice-versa”, destaca Leonardo.
Serviço – Restaurante Japonês Haná
Endereço: SCLS 408 Bloco B Loja 35 – Asa Sul
Telefone: (61) 3244-9999
Horário de funcionamento do restaurante: sexta-feira das 12h às 15h/ Sábados e domingos das 12h às 16h / Jantar: De domingo a quinta-feira das 18h30 às 23h
Instagram: @hanajapones
