A Galeria 2 do Museu Nacional da República recebe, a partir de 23 de abril, a exposição Dípticos, Arte e Curadoria, projeto que reúne artistas e curadores do Distrito Federal em uma experiência inédita de criação em dupla. A mostra investiga, de forma conjunta, os limites e atravessamentos entre criação artística e prática curatorial.
Com curadoria de Cinara Barbosa e Léo Tavares, a exposição apresenta seis dípticos, conjuntos em que as obras visuais e os textos curatoriais se articulam em uma construção mútua. O projeto parte de uma provocação central: onde termina a obra de arte e começa a curadoria?
Desenvolvido pelo Vilarejo 21, o projeto promoveu uma residência artística e reuniu seis duplas compostas por artistas e curadores. Durante o processo, os participantes compartilharam ateliê, referências e experimentações, desenvolvendo trabalhos a partir do diálogo direto, da escuta e das tensões entre suas práticas.
Participam da exposição as duplas: Gu da Cei e Alan Oliveira, Adriana Marques e Madá Granja, Léa Juliana e Suyan de Mattos, Gabriel Matos e Arthur Gomes Barbosa, Enthony Sousa e Carlos Lin, e Aya e Paulo Vega Jr.
Mais do que apresentar resultados finais, a exposição evidencia percursos e processos, convidando o público a uma experiência que amplia o entendimento da curadoria como prática ativa e da arte como campo aberto de investigação. Nesse contexto, o díptico deixa de ser apenas uma estrutura formal para se afirmar como espaço de intervalo onde diferenças coexistem, se tensionam e se transformam.
A mostra também incorpora ações educativas e recursos de acessibilidade, como visitas guiadas com mediação e tradução em Libras, roda de conversa com os participantes e curadores, além de audiodescrição das obras disponível em dispositivo no espaço expositivo. Uma parede processual apresenta registros do desenvolvimento do projeto, incluindo fotografias, anotações e fragmentos dos encontros.
Como desdobramento, o público poderá acessar um podcast com conversas sobre arte e curadoria, abordando processos criativos e o papel do curador no contexto contemporâneo, com condução de Renata Azambuja. Também será disponibilizado texto curatorial para levar para casa, ampliando a experiência para além da visita.
Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal do GDF.
Serviço
Exposição Dípticos, Arte e Curadoria
Abertura: 23 de abril (quinta-feira), às 18h
Visitação: 23 de abril a 21 de junho
Local: Galeria 2, Museu Nacional da República – Brasília (DF)
Horários: Terça a domingo, das 9h às 18h30
Entrada gratuita
Realização: Vilarejo 21
Curadoria: Cinara Barbosa e Léo Tavares
Sobre Vilarejo 21
O Vilarejo 21 é um espaço independente de arte, criatividade & cultura, localizado no Altiplano Leste, em Brasília, inaugurado em 2022. Acolhe um público diverso, interessado em sair da rotina, criar e fluir arte. Com o interesse e objetivo de fomentar a produção artística do Distrito Federal, o Vilarejo 21 atua nas áreas de pesquisas, projetos, residências, produções e exposições de artes visuais; arte- educação, oficinas de criação, gravura, design e publicações.

