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Grupo Santa é reconhecido como “Hospital do Futuro” por integrar inteligência artificial, robótica e medicina de alta complexidade

Homenagem no Healthtech AI Awards 2026 destaca modelo que transforma tecnologias de fronteira em apoio à decisão clínica, segurança assistencial, procedimentos menos invasivos e formação médica no Centro-Oeste

Por ETC Comunicação
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Grupo Santa é reconhecido como “Hospital do Futuro” por integrar inteligência artificial, robótica e medicina de alta complexidade

Brasília (DF), setembro de 2026 – Inteligência artificial capaz de acompanhar continuamente informações do prontuário eletrônico, plataformas robóticas, 1,3 mil procedimentos cirúrgicos assistidos por robô a cada ano e um centro próprio de formação médica. Iniciativas que fazem parte da rotina assistencial do Grupo Santa levaram a instituição a ser homenageada como “Hospital do Futuro” no Healthtech AI Awards 2026, realizado em 1º de setembro, no Parque Tecnológico BIOTIC, em Brasília.

O reconhecimento foi concedido pela organização do Healthtech AI, presidida por Paulo Miranda Filho, e considera a trajetória do Grupo Santa na incorporação de tecnologias à assistência médica. “O que foi avaliado não é a adoção da tecnologia em si, mas o que a instituição consegue fazer com ela: aproximar procedimentos de alta complexidade de pacientes e profissionais da região que, antes, precisavam se deslocar para outros centros”, afirma Marcelo Ottoni, head de Inovação do Grupo Santa, que representou a instituição na cerimônia.

Resultado assistencial

O evento Healthtech AI BR 2026 reuniu, em 1º de setembro, representantes de hospitais, operadoras, empresas de tecnologia em saúde, investidores e do poder público para discutir como recursos tecnológicos podem deixar o campo das possibilidades e produzir resultados mensuráveis na assistência. A programação incluiu painéis de alta gestão, o 1º Fórum de Inovação e Alta Gestão em Saúde (FIAS) e a cerimônia do Healthtech AI Awards, realizado pelo Hub H2O, com correalização da Giant Inovação.

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O Grupo Santa participou do evento em duas frentes: além de receber a homenagem na categoria “Hospital do Futuro”, a instituição integrou a programação de conteúdo por meio de Marcelo Ottoni, convidado para o painel “Da promessa à prática: construindo confiança na IA em saúde”. A discussão reuniu diferentes pontos da cadeia do setor para examinar o que separa uma aplicação promissora de uma solução capaz de permanecer em uso na rotina assistencial. Entre eles, fatores como segurança, validação, governança e confiança profissional.

O Grupo Santa vem desenvolvendo uma arquitetura hospitalar que combina integração de dados, modelos preditivos, inteligência artificial generativa, navegação clínica e automação operacional. As aplicações são desenhadas a partir de necessidades identificadas dentro da própria assistência, com participação dos profissionais que utilizarão os recursos na prática.

Inteligência artificial acompanha o cuidado

Uma das principais aplicações do Grupo Santa está integrada ao prontuário eletrônico do paciente. Em desenvolvimento contínuo desde 2023, em parceria com a healthtech brasiliense Invisual, a plataforma InsightCare utiliza inteligência artificial generativa para organizar informações clínicas, produzir alertas e apoiar as equipes na identificação de situações que exigem atenção.

A ferramenta acompanha o prontuário, auxilia na identificação de incidentes clínicos e permite traçar perfis de risco. Quando encontra sinais relevantes, organiza os dados e os encaminha para avaliação dos profissionais responsáveis.

A adoção desses recursos segue critérios rigorosos de segurança. “A área da saúde é famosa por historicamente ser a mais difícil de se incorporar inovação, não por dificuldade tecnológica, mas pelo fato de sempre se priorizar a segurança do paciente acima de tudo. Logo, todos os processos precisam ser validados minuciosamente antes de serem incorporados”, explica Rubens Barreto, CIO do Grupo Santa.

“O principal foco do Grupo Santa tem sido adotar o uso de IA com responsabilidade, em processos em que é esperado, monitorado e aceitável que a IA possa errar, sempre mantendo um humano no loop para que valide os achados encontrados. A decisão clínica final é sempre do médico. A IA atua como um corpo clínico virtual 24 horas, indicando quais pacientes necessitam de atenção prioritária”, acrescenta Rubens.

A mesma infraestrutura também auxilia atividades administrativas e operacionais que consomem tempo das equipes. A automação das esteiras de informação permite reunir dados dispersos, preparar resumos e apoiar a produção de documentos técnicos. Relatórios complexos elaborados por médicos auditores, que podiam exigir aproximadamente três horas de trabalho manual, passaram a ser produzidos em segundos com o apoio da ferramenta, antes da conferência profissional.

“O ganho imediato dessas tecnologias é diminuir o tempo gasto com processos administrativos”, avalia Rubens Barreto. “Nosso objetivo principal é otimizar o fluxo da equipe, para que os profissionais passem mais tempo onde realmente importa: ao lado do paciente.”

Robótica amplia precisão

Enquanto a inteligência artificial expande a capacidade de leitura de dados e organização das equipes, a cirurgia robótica amplia os recursos disponíveis em procedimentos de alta complexidade. O Grupo Santa realiza cerca de 1,3 mil cirurgias assistidas por robô anualmente, mantém três plataformas DaVinci e oferece um centro próprio de formação de profissionais. O sistema DaVinci Xi está disponível no Hospital Santa Lúcia Sul e no Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília (DF), e no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá (MT).

“A cirurgia robótica deixou de ser uma tecnologia do futuro para se tornar uma realidade consolidada nos principais centros médicos do planeta. Os sistemas robóticos oferecem visão tridimensional de alta definição, ampliação das estruturas anatômicas, instrumentos articulados com grande amplitude de movimento e filtragem de tremores”, explica o Dr. Victor Figueiredo, coordenador do Centro de Cirurgia Robótica e do Programa de Treinamento em Cirurgia Robótica do Hospital Santa Lúcia Sul.

“Esses recursos permitem uma execução extremamente precisa dos procedimentos, facilitando a preservação de estruturas delicadas e aumentando a segurança cirúrgica. Para o paciente, os principais benefícios incluem menor trauma cirúrgico, menos dor pós-operatória, menor perda sanguínea, menor tempo de internação e recuperação mais rápida”, afirma o Dr. Victor.

A maturidade do programa permitiu avançar sobre casos mais complexos e ampliar as fronteiras regionais da cirurgia minimamente invasiva. Em 2026, o Grupo Santa realizou a primeira cirurgia cardíaca robótica do Distrito Federal. A instituição também já havia realizado a primeira cirurgia robótica para o tratamento da apneia do sono na capital, incorporando a plataforma a áreas como cirurgia cardiovascular, otorrinolaringologia e cirurgia do aparelho digestivo.

Destaque em IA e robótica

O reconhecimento como “Hospital do Futuro” sucede outra homenagem concedida ao Grupo Santa em 2026. Em junho, a instituição recebeu o AI Experience Awards na categoria “Empresa Destaque em Aplicação de IA”, pelo uso estratégico de inteligência artificial generativa e pela governança de dados na saúde, além do trabalho com cirurgia robótica.

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